As ocorrências policiais costumam variar de tempos em tempos. Em determinada época, alguns crimes são mais cometidos do que outros. No final da década passada, a "saidinha de banco" parecia ser a ação preferida dos criminosos. Depois vieram as explosões de caixas eletrônicos. Os casos continuaram, mas bem menos do que em seu "auge".
De certa forma, podemos dizer que novos crimes vão surgindo e sendo implementados na rotina dos bandidos. Porém, outras atrocidades parecem eternas, e estão ligadas ao íntimo do ser humano e são as que causam os maiores estragos: o homicídio, a violência doméstica, o estupro.
Não que roubos e furtos mereçam menos atenção, mas parecem que estes podem ser controlados pelo Estado (segurança pública), desde que haja boa vontade. Câmeras de monitoramento, aumento do efetivo policial e rondas ostensivas conseguem reduzir bem os índices nas melhores e piores cidades.
Que igrejas conseguem modificar a vida das pessoas ninguém duvida. Há estupradores, assassinos, ex-drogados e maníacos que se convertem. Sim, mas a realidade é que na prática, nas ruas, a polícia não consegue evitar que estas pessoas cometam seus crimes.
Diariamente, o jornal envia uma equipe de reportagem para cobrir as ocorrências policiais no Alto Tietê. E se existe um crime que não sai dos plantões das delegacias é a violência doméstica, seguida do estupro e do homicídio.
Por mais que operações sejam realizadas para diminuir a violência, até porque alguns atos estão ligados ao consumo de drogas, por exemplo, o controle da mente humana é algo utópico. Em praticamente todas as ocorrências de violência é possível encontrar um ato falho na criação ou ainda na educação familiar do acusado.
Um estudo da mente do criminoso, do agressor e do homicida é importante para que a violência seja reduzida em nossa sociedade. Quando surgem alguns maníacos que saem matando as pessoas, sabemos depois que este vivia em conflito, com ideias estranhas e falta de apoio familiar. Sem uma boa educação e noções de cidadania, o homem fica livre para se interessar sobre qualquer assunto, seja sobre o terrorismo, o machismo, as guerras e as ideologias insanas espalhadas pelo mundo.
Todos sempre terão o livre arbítrio, mas se não estudarmos a mente humana e criarmos formas de evitar que ela se distorça durante a vida, a violência será eterna em nosso mundo. Uma pré-segurança precisa ser criada. Chega de apenas recolher e contar os corpos.