Não precisa ser especialista para entender que a crise sem precedentes é consequência da irresponsabilidade de pseudolíderes, travestidos de salvadores da pátria, que se tornam governantes, como Collor e Lula. De um lado, comandam o País sem conhecimentos elementares sobre a absoluta necessidade de manter o equilíbrio orçamentário, fiscal e financeiro. De outro, não têm prudência para compor uma equipe de colaboradores experientes, competentes e sérios. Para desgraça geral, esbanjam demagogia e populismo barato, com os agravantes da prepotência, soberba, mentira e falso socialismo. Tudo turbinado com cinismo, imoralismo e corrupção.
Esses falsos líderes locupletaram-se das riquezas do Brasil, praticando infinitas imoralidades, como o petrolão que a Operação Lava Jato tenta extirpar.
Continuo pregando a urgente e legítima reforma política para tirar o País do atoleiro. Isto só ocorrerá por meio de Assembleia Nacional Constituinte. Eleita pelo povo, teria a missão de revisar toda a Constituição Federal no prazo máximo de dois anos. Seriam especialistas das mais diversas áreas e integrantes de todos os segmentos da sociedade, despojados de ideologia partidária, com ilibada idoneidade e notório saber. O grupo não receberia salários - apenas ajuda de custo para deslocamentos, alimentação etc.
Reputo fundamentais o fim da reeleição para cargos majoritários; única reeleição para cargos proporcionais; extensão do mandato para cinco anos e coincidência de eleições; proibição de todas coligações; extinção do quociente eleitoral (ganham os mais votados e pronto!); redução do número de partidos políticos ao máximo de cinco; reformulação do Fundo Partidário para descentralização proporcional da receita para estados e municípios, conforme o número de eleitores; regulamentação rigorosa do financiamento de campanhas eleitorais para direcionamento exclusivo aos partidos políticos; e implantação de eleições distritais mistas para que o povo fiscalize com eficiência e cobre com rigor os parlamentares.
Com a reforma política concretizada, as demais importantes reformas tributária, previdenciária e trabalhista/sindical, entre outras, serão muito mais compreensíveis e efetivas. Sem a profunda reformulação constitucional, o Brasil permanecerá à mercê de interesses individuais sustentados pela promíscua relação entre Executivo e alguns parlamentares do chamado alto clero, que ignora a coletividade.