Única cidade do Alto Tietê em que haverá segundo turno da eleição majoritária, Suzano vive um momento decisivo com vistas ao futuro, e a percepção geral da população é a de que Suzano precisa reverter um quadro significativamente negativo, iniciando imediatamente; isso é mister para as perspectivas da terceira cidade mais populosa e o segundo maior PIB da região.
Sinto-me no direito de discorrer a respeito porque, em primeiro lugar, gosto da cidade e, em segundo, tenho bons amigos que vivem ali e amam Suzano. Pois bem, os eleitores estão à beira de uma decisão histórica, na qual escolherão entre duas novidades: a chapa Rodrigo Ashiuchi (PR)/Walmir Pinto (PDT) e Israel Lacerda (PTB)/Lilian Diniz (PV). Depois de seguidas gestões de políticos consolidados no Executivo, como Estevam Galvão (DEM), Marcelo Candido (sem partido) e Paulo Tokuzumi (PSDB), o primeiro turno preteriu o candidato ligado ao grupo de Estevam, Said Raful (PSD).
O percentual de votos válidos do primeiro turno foi de 65,93%, ou seja, cerca de 34% dos eleitores, ou 72.167 deixaram de votar, votaram em branco ou anularam seu voto. É sinal claro de que a população está cansada da maneira de se fazer política no Brasil. Mas fica a pergunta: o que se ganha deixando de votar, votando em branco ou anulando o voto?
Aquela afirmação de que se houver mais do que 50% de votos nulos, há nova eleição é balela; deixar de votar ou votar em branco é, praticamente, transferir a responsabilidade de escolha para terceiros, portanto, conclui-se que o melhor mesmo é escolher.
Espero que o suzanense seja sábio e perspicaz neste momento ímpar e que, antes de votar, estude, pesquise, observe as propostas e as estruturas por trás de cada postulante à prefeitura e, assim, escolha com consistência e, mais do que isso, depois fiscalize e cobre a efetivação de uma gestão digna.