Durante muitos anos, uma das maiores discussões sobre educação era a de que alguns ensinamentos devem ser dados pelos pais e não pelos professores. Ética, conduta moral e responsabilidade deveriam vir de berço. Este é um argumento muito comum em rodas de conversas ou até mesmo em debates entre políticos e estudiosos. No entanto, esta questão deve ser revista e repensada.
A responsabilidade de criar os filhos sempre será dos pais, porém a escola começa a ter um papel muito mais fundamental do que antigamente. Cada vez mais, as mães não ficam em casa para cuidar da casa e dos filhos. Elas precisam ir ao trabalho para buscar o sustento e, com isso, os jovens precisam de um bom lugar para ficar durante o dia.
Uma das melhores saídas encontradas nos últimos anos foi a criação de escolas em tempo integral. Um lugar onde as crianças aprendem as matérias básicas e ainda encontram tempo e espaço para praticar exercícios físicos, esportes e aulas de arte e cultura. Ou seja, uma segunda casa, onde meninos e meninas têm a oportunidade de se desenvolver, aprender e viver com segurança.
Portanto, quanto mais ações deste tipo melhor, o que vai na direção contrária da medida proposta pelo governo federal, onde educação física, por exemplo, não será uma matéria obrigatória. O caminho deveria ser exatamente o oposto, mostrar às escolas que elas precisam incrementar cada vez mais disciplinas.
Algumas unidades da região são destaque, como o Complexo Educacional Professor José Antônio Bortolozzo, em Poá, onde os alunos contam com aulas de música, cultura, educação física e um excelente espaço, com quadras, palcos e salas de apresentação. Em Mogi das Cruzes, tem a Escola Técnica (Etec) Presidente Vargas, sempre no topo dos rankings das escolas com as melhores notas.
A tendência é que os pais tenham cada vez menos tempo de ficar com os filhos, e a única saída é a escola. A criança que estuda em um colégio de tempo integral terá muitas chances de desenvolver melhor suas habilidades, além de ter mais segurança.
Infelizmente, acabou o tempo em que as crianças podiam brincar nas ruas, ficavam nos quintais das casas, seguras e tranquilas. Com o alto índice de violência, as prefeituras e governos precisam buscar formas de atender esta demanda crescente. A revolução educacional passa pelas estruturas das unidades, que precisam oferecer condições para que as crianças de hoje tenham o direito de brincar, aprender e se tornar cidadão com responsabilidade, ética e moral.