O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki negou ontem liminar protocolada pela defesa da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) para anular a decisão final sobre o impeachment, definida pelo Senado. No recurso, a defesa de Dilma alegou que não houve motivo legal para o afastamento.
Na decisão, o ministro disse que não ficou demonstrado, na decisão dos senadores que aprovaram o afastamento definitivo, nenhum "risco às instituições republicanas, ao Estado Democrático de Direito ou à ordem constitucional" que justifique a intervenção do Supremo.
"Somente uma cabal demonstração da indispensabilidade de prevenir gravíssimos danos às instituições é que poderia justificar um imediato juízo sobre as questões postas na demanda", afirmou Teori.