Pela segunda vez, Lula ganha o status de réu em processo criminal, agora na temida operação Lava Jato. Na primeira denúncia, Lula é acusado de participar de uma tentativa de obstrução da Justiça, ao ser nomeado ministro pela então presidente Dilma, e assim tentar escapar das mãos do juiz Sergio Moro. Lula nunca assumiu como ministro, a presidente foi definitivamente afastada e, agora, Lula vê uma denúncia de corrupção ser aceita pelo magistrado do qual sempre pretendeu fugir.
Lula sabe que, cedo ou tarde, será condenado e poderá ser preso. Sabe, também, que não responderá apenas a um único processo, mas a muitos, pois há delações de seu envolvimento em várias ilicitudes do Petrolão e os procuradores da República já o nominaram de comandante máximo do maior esquema de corrupção do País. É por isso que Lula tem esperneado tanto e recorrido a órgãos internacionais, ele sabe que chegou a sua hora, e mais do que ninguém, qual o tamanho de sua responsabilidade.
A saída? A delação premiada. Lula já é um senhor, um ex-operário, ex-sindicalista que conseguiu, por duas vezes, o melhor emprego que um politico poder ter no Brasil, a Presidência da República. Como ele mesmo disse, por mais ladrão que um político seja, toda eleição ele tem que encarrar o povo e conquistar o seu emprego. Lula foi deputado federal e depois de tentar por três vezes a eleição presidencial, foi finalmente eleito e reeleito presidente.
Mesmo sendo a viva alma mais honesta do País, como diz, Lula assiste a sua derrocada e se prepara, não só para sua condenação, mas para amargar alguns anos na prisão. Seus companheiros presos são uma amostra do que lhe aguarda, ao invés de espernear internacionalmente como tem feito, melhor seria negociar com os acusadores uma ampla, irrestrita e definitiva delação premiada o que lhe garantiria a liberdade, e quem sabe até a oportunidade de pedir ao povo seu emprego de volta em 2018. Como ele mesmo disse, sendo a viva alma mais honesta do Brasil, certamente será reeleito pelo povo brasileiro.