Nesta semana teremos a definição final quanto ao impedimento da presidente ora afastada e tudo indica que será confirmado, não obstante o esforço da defesa e de todos os que apoiam a permanência da mesma no posto, por considerarem que não houve a prática de crime. Mas o que será do Brasil?
Como discorremos antes, o governo interino, apesar dos bons sinais que tem dado, os quais são demonstráveis pelo comportamento básico do dólar e da bolsa, não tem condições de propor e perseguir as reformas profundas de que o país precisa, não só para sair da crise, mas, sobretudo, para buscar uma condição próspera sustentável para todo o futuro. Faltam essas condições justamente pelo seu caráter provisório, mas quando se tornar definitivo é que veremos.
Se o presidente Michel Temer firmar a posição de que não será candidato à presidência nas próximas eleições, de fato, terá em suas mãos uma chance única de agir com a máxima independência e autonomia para promover as duras medidas das quais carece o país. Reformas profundas nos segmentos previdenciário, trabalhista, tributário, fiscal, político e eleitoral. Um desafio imenso, mas também a chance de um homem já bem vivido entrar de forma ímpar para a história. Primeiro, precisaria formar uma boa equipe e já o fez, a qual transmite confiança por sua capacidade técnica, política e experiência, não só na área econômica, mas também na chefia de governo e nas demais pastas.
É claro que a transformação não dependerá só do Executivo; depende muito do congresso, mas este também, está num momento em que precisa mostrar à sociedade que tem disposição clara de consertar o Brasil. Há pouco tempo, jamais imaginaríamos uma situação como esta e não é que todo este imbróglio nos aproximou de uma boa possibilidade de recuperação do país?
Oxalá a sabedoria e o senso de coletivo prevaleçam sobre os interesses próprios na mente destes nossos líderes!