Para quem gostou ou não das Olímpiadas no Brasil, estamos nos aproximando de seu fim, cujo calendário aponta o próximo domingo.
Como dissemos em nosso artigo anterior, as Olímpiadas ensinam o mérito da competição sadia, da auto superação dos limites físicos pela dedicação e persistência, possibilitando a comparação à vida na superação dos obstáculos pelo direito a se viver em paz, sem destruirmo-nos. De outra forma, alguns resultados dos jogos apontam que seu advento ao nosso país deixa diversos legados, a começar pelo fato que concitou ainda mais à reflexão, que propiciou reivindicações, chamando a atenção mundial à problemática política local vivenciada que, aliás, talvez venha finalmente a ter uma solução por parte do Senado a definir os rumos da Presidência na semana próxima.
No âmbito do esporte nacional, cremos que o evento propiciou o despertar do brasileiro por muitos esportes que não só o futebol, haja vista o patriotismo que tomou conta das arquibancadas nas diversas modalidades. Em termos de desenvolvimento urbano, muito embora algumas das obras públicas da cidade olímpica não tenham sido concluídas satisfatoriamente, restará um conjunto desportivo apropriado para outros torneios ou eventos, uma contribuição ao esporte brasileiro para que ganhe fôlego em prol de seu crescimento, além do que, a visão estrangeira sobre nosso país parece ter sido mais positiva do que da última Copa do Mundo.
Tudo isto, entretanto, não retira o pesar das consequências financeiras na conta que fica aos cofres públicos, na ampliação do endividamento, ainda que as obras tenham contado com parcerias público-privadas, mas os ditos cofres destas também participam no aporte de recursos, sobrando a conta ao povo brasileiro.
O "durante" de qualquer festa é sempre ótimo, todavia, a conta do pós-festa nem sempre é, principalmente, quando o cofre está vazio...