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Primeiro presidente na história do País a sofrer um impeachment, o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) subiu ontem à tribuna do Senado, para declarar que votará favorável ao impedimento da presidente afastada Dilma Rousseff.
O ex-presidente aproveitou para provocar movimentos que, em 1992, pediram a sua condenação e hoje defendem o governo petista. "Faço minhas, hoje, as palavras de dois documentos daquele período", disse, citando primeiro uma nota assinada em 1º de julho de 1992, por várias entidades, entre elas Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Central Única dos Trabalhadores (CUT), CGT, União Nacional dos Estudantes (UNE) e Inesc.
"O primeiro (documento) diz: 'a constatação de que a crise que abala a nação não é, como se pretende insinuar, nem fantasiosa, nem orquestrada, porém, originada do próprio Poder Executivo, que se torna, assim, o único responsável pela ingovernabilidade que ele mesmo criou'", disse Collor.
Em seguida, ele citou outra nota, também da época de seu impeachment, assinada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB): "O País não vive, como alardeiam setores mais radicais, qualquer clima de golpe, até porque a nação não suporta mais tal prática. O povo brasileiro deseja a decência e probidade no trato da coisa pública". (A.B.)
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