Apesar da chegada do inverno, o número de notificação de pessoas com a suspeita da gripe H1N1, diminuiu no Alto Tietê, mas, se engana quem pensa que o problema está resolvido. A realidade é que o inverno ainda não chegou de fato, principalmente se compararmos com o último outono, que apresentou longos dias com baixas temperaturas.
De acordo com um balanço realizado pelas prefeituras da região, março e abril foram os meses em que mais houve casos suspeitos da doença, porém, em maio e junho houve redução. Entretanto, os dados apontam também que o número de mortes causadas pela Gripe A aumentou. No total, já são 19 óbitos confirmados na região.
Em Mogi das Cruzes, os dados atualizados mostram que são 39 o total de casos confirmados. Em Suzano, são 70 notificações. Em Itaquá, são 65 casos suspeitos.
Apesar da redução de casos no Alto Tietê, o alerta vem do Rio Grande do Sul, onde as temperaturas frias são mais frequentes. Por lá, o inverno mal chegou e o número de mortes decorrentes da infecção pela gripe A já se revela o maior desde 2009 - são 135 casos, conforme o último levantamento da Secretaria Estadual de Saúde.
Outro fato importante que não pode ser esquecido é que, neste ano, o H1N1 (ou Gripe A), chegou mais cedo do que o previsto, tanto que a Campanha de Vacinação foi antecipada em todo País, o que significa que é praticamente impossível que os postos de saúde recebam novos lotes da vacina. A falta de doses já foi um problema durante a Campanha de Vacinação, tanto que a segunda etapa ficou disponível por mais tempo apenas para os grupos de risco - principalmente para gestantes, idosos e crianças.
Portanto, não custa lembrar que uma das maneiras de minimizar a dissiminação da doença, parte das pessoas já infectadas. Além de procurar atendimento médico, elas não devem sair de casa, porque quanto mais circulam, mais espalham o vírus. Segundo médicos especialistas, a solução para essas pessoas é ficar em casa ingerindo bastante líquido, repousando e se alimentando corretamente, enquanto estiveram enfrentando algum quadro de doença respiratória ou com febre, já que qualquer vírus que seja contagioso pela saliva, como é o caso, é altamente transmissível. Para as crianças doentes, a recomendação é a mesma. Também não devem ser levadas à escola, com o intuito de reduzir a circulação do vírus.
A campanha acabou e os casos no Alto Tietê diminuíram, mas isso não significa que estamos fora de perigo. Parece que agora, a maior campanha contra o H1N1 terá que ser feita pela população.