O presidente em exercício da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA) revogou, na madrugada de ontem, sua decisão tomada anteontem de manhã de anular as sessões plenárias da Câmara, em que foi aprovada a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) já havia decidido manter a tramitação do processo.
"Revogo a decisão por mim, proferida em 9 de maio de 2016, por meio da qual foram anuladas as sessões do plenário da Câmara dos Deputados ocorridas dias 15, 16 e 17 de abril de 2016, nas quais se deliberou sobre a denúncia por crime de responsabilidade nº 1/2015", diz o texto do ofício assinado por Maranhão.
Em outro ofício, Waldir Maranhão comunicou a decisão ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
A Secretaria-Geral da Mesa da Câmara recebeu a decisão da revogação logo depois da meia-noite.
Com 47 deputados em exercício, a bancada do PP na Câmara também quer o afastamento de Maranhão do partido e, consequentemente, da presidência da Câmara.
A proposta foi feita ontem, durante o encontro da Executiva Nacional da legenda. 
O partido, que decidiu discutir o assunto após a atitude dele, deu o prazo até amanhã para que ele decida se renuncia ao cargo ou tira licença do mandato.