O arquiteto e urbanista mogiano Paulo Pinhal irá apresentar à Câmara de Mogi das Cruzes, no dia 9 de junho, alguns dos projetos desenvolvidos por ele. As propostas têm como objetivo a melhoria da infraestrutura de espaços públicos e a requalificação urbana. Segundo o profissional, 18 projetos já foram elaborados neste ano e alguns podem ser transformados em propostas legislativas, caso haja adesão dos vereadores.
Entre as propostas do arquiteto está a requalificação do entorno do Theatro Vasques, localizado na rua Doutor Corrêa, 515, Centro. O projeto prevê a ampliação da calçada que, segundo Pinhal, é estreita e pode colocar em risco a segurança de pedestres em dias de evento no espaço.
A intervenção inclui a redução da ilha viária localizada em frente ao teatro e a incorporação de parte dessa área ao entorno do prédio, ampliando a área para pedestres. A proposta também prevê a criação de um foyer externo, espaço de recepção e permanência utilizado na entrada e saída do público, sem interferir na estrutura histórica do edifício. Com a proposta, o espaço poderia ser utilizado também para a programação cultural e até para realização de atividades em menor escala, explica Pinhal.
Projetos
Além desse projeto, o arquiteto conta que desenvolveu propostas para diferentes pontos da cidade, como intervenções viárias, melhorias de acessibilidade no Centro, áreas verdes, espaços culturais e a criação de um espaço gourmet no Mercado Municipal. Pinhal explica que costuma publicar suas ideias nas redes sociais como forma de avaliar a recepção do público, que pode contribuir com possíveis ajustes e melhorias. Em relação ao investimento das propostas, o arquiteto afirma que não estabelece estimativas de custo, destacando que os valores podem variar conforme a execução pelo poder público.
A expectativa para apresentação na Câmara, segundo ele, é que parte das propostas seja bem recebida pelos vereadores e que, eventualmente, se tornem projetos de lei. “Qualquer uma das ideias que for aprovada, mesmo que não seja construída, para mim já é muito bom, porque entra no currículo, abre um debate com a sociedade sobre essas questões. Pode não ser o melhor projeto, mas ele pode ser um ponto de partida", afirma.