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Suzano ganhará um hospital particular de alta complexidade em janeiro de 2016. Antes disso, a unidade, que receberá o nome Hospital Santa Maria, funcionará inicialmente como um pronto atendimento e será aberto em até 60 dias, prazo para que o prédio da antiga Unidade II da Santa Casa passe por reforma e também para que sejam emitidas as licenças e autorizações necessárias. O investimento total para a abertura e funcionamento da unidade nos três primeiros meses será de aproximadamente R$ 12 milhões.
Todas as informações sobre o novo serviço foram divulgadas ontem pelo diretor presidente do Grupo Samed, Mannie Liu, pelo diretor superintendente, Adalcindo Vieira do Nascimento Filho, pelo gestor executivo Paulo Cesar Fascina, e pelo gestor executivo do Hospital Santana, Ruy Sergio Hernandes, durante entrevista concedida no escritório da empresa, em Mogi das Cruzes.
Segundo Liu, o grupo participou de uma negociação de quase dois anos entre a Prefeitura de Suzano e os proprietários do prédio até que fosse fechado o contrato de locação. "Foi um processo demorado para que se oficializasse a abertura do Hospital Santa Maria em Suzano. A cidade precisa desse serviço, porque não tem uma unidade hospitalar particular. Se trata de um problema social. É desumano ver um município como Suzano nessa situação", declarou.
Segundo o diretor superintendente do grupo, o novo hospital terá 110 leitos, sendo dez para Unidade de Terapia Intensiva (UTI). "Nesse primeiro momento funcionará o pronto-socorro, até porque o prédio estava bastante 'detonado' e precisa de vários reparos. A expectativa é abrir dentro de 45 a 60 dias. Nosso projeto é que todas as alas e setores, entre eles internação e cirurgias, estejam em operação a partir de janeiro de 2016". Nos primeiros meses, os pacientes atendidos no local terão a disposição um serviço de transporte para o Hospital Santana, em Mogi, em caso de necessidade de internação ou cirurgia.
De acordo com o gestor executivo do hospital mogiano, a meta é que o novo serviço seja exatamente igual ao Santana. "Queremos que a população de Suzano receba atendimento em Suzano, que não precise ir para cidades vizinhas. Será a mesma estrutura, a mesma qualidade, não será um hospital de suporte, pelo contrário", declarou.
Investimento
O custo para funcionamento do pronto-socorro nos três primeiros meses será de R$ 6 milhões. "No início trabalharemos sem retorno, sem receber nada", explicou gestor executivo da Samed. As obras que já estão acontecendo no local estão orçadas em
R$ 6 milhões. Uma empresa terceirizada foi contratada para dar continuidade aos trabalhos.
"Queremos aproveitar o oportunidade para sensibilizar as autoridades e órgãos competentes para que nos ajudem na liberação das licenças. Além das obras, temos que aguardar a documentação e as autorizações", explicou o diretor presidente. Segundo ele, "a população merece essa brevidade" por parte dos serviços envolvidos, entre eles a Vigilância Sanitária Estadual e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).
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