Ser criança
Ser criança é uma fase muito divertida e enriquecedora. Nesse período da vida, a principal atividade são as brincadeiras, responsáveis por ajudar no desenvolvimento do intelecto, coordenação motora e diversos outros aspectos importantes. Além disso, essa etapa é caracterizada pela produção social e histórica, e absorção do que vive nos ambientes e com as pessoas.
O gostoso dessa época é poder desfrutar da fantasia, criatividade, sonhar. É o aprendizado de coisas novas constantemente, descobrir como se lê e se escreve e amizades que podem durar por toda a vida.
Nada de ser adulto
Apesar de, em determinado momento, as crianças adquirirem obrigações, como por exemplo, se dedicarem aos estudos, isso não significa que elas devem agir como adultos.
De acordo com a psicopedagoga Clinica e Institucional, Eva Elisabete Capelo Del Busso, viver essa fase intensamente é fundamental. “Compreender, conhecer e reconhecer o jeito particular das crianças serem e estarem no mundo é o grande desafio de hoje. O brincar é essencial para as crianças porque é através dele que elas aprendem sobre si mesmas e sobre o mundo que as rodeia”, diz. Eva ainda explica que os avanços tecnológicos e apelos publicitários tornam comum o descarte dos brinquedos, o que acaba contribuindo para a construção de relações pouco sólidas e mais efêmeras no futuro.
Esse processo, que alguns chamam de adultização precoce, é visto pela psicopedagoga como um processo cultural. “Por exemplo, pipocam no comércio artigos à venda para o público infantil que até então somente os adultos consumiam. Temos crianças que se comportam de maneira agitada, apresentam agendas cheias, imitam hábitos de adultos por meio de acessórios, dança, roupas. A criança não tem consciência dessa opressão, submete-se a ela, pois é considerada natural, e se é vista naturalmente passa a ser cultural”, diz.
Para ela, os adultos responsáveis devem saber oferecer “molduras” necessárias que protejam os pequenos contra essas manifestações. “Crianças assumem responsabilidades, disputam posições em determinadas atividades imitando comportamentos adultos, são introduzidas ao mundo da moda e a padrões de beleza e tem acesso a questões como violência e sexualidade, seja em telejornais, novelas, revistas ou pela internet. Nessas situações, o nosso papel é proteger a infância e garantir que as crianças possam viver e desfrutar felizes cada fase do seu desenvolvimento. A família ou os responsáveis devem monitorar o acesso das crianças à mídias e ater o seu olhar ao conteúdo que eles têm recebido, bem como a influência destes na formação do caráter. É necessário que haja diálogo sobre esses assuntos e transmissão de valores, sendo exemplos vivos e respeitando o tempo psicológico e biológico das crianças”, finaliza.
O Dia da Infância
A Infância é um período tão importante da vida, que possui uma data própria. Comemorado em 24 de agosto, o Dia da Infância. A data foi determinada pela UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), uma instituição da ONU (Organização das Nações Unidas), para promover a reflexão sobre as condições sociais, econômicas e educacionais da vida das crianças do mundo inteiro. O dia também lembra os direitos das crianças, que no Brasil, é garantido pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que incluem o direito a vida e a saúde, à liberdade, ao respeito, à dignidade, à convivência familiar e comunitária, à educação, à cultura, ao esporte e ao lazer, à profissionalização e à proteção no trabalho, entre outros.