A coronel da Polícia Militar (PM) Beatriz Morassi, à frente do Comando de Policiamento de Área Metropolitana Doze (CPA/M-12) — responsável por Mogi das Cruzes e outras cidades do Alto Tietê — destacou, às vésperas do aniversário de 465 anos da cidade, a importância da colaboração da população e dos órgãos públicos para fortalecer a segurança. Segundo ela, a aproximação da Polícia Militar (PM) com a comunidade e a adoção de práticas modernas de gestão têm sido prioridades em sua gestão. A colaboração com a delegada seccional de Mogi, Dra. Margarete Barreto, também foi destacada pela coronel. 

Há seis meses no cargo, a coronel ressaltou a receptividade da população mogiana e avaliou a função como "um presente", destacando a importância das parcerias com a Guarda Civil Municipal (GCM) e a Polícia Civil para a continuidade dos trabalhos. “Minha mensagem é de gratidão pela receptividade da comunidade, que participa das soluções. Precisamos da sociedade civil e dos órgãos públicos para melhorar a segurança”, destacou. Em setembro, segundo a comandante, haverá uma operação integrada com as GCMs de Mogi e demais cidades do Alto Tietê. 

A coronel afirmou que tem buscado oferecer o suporte necessário ao 17º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (17º BPM/M), sediado em Mogi, e atuado em parceria com a Prefeitura. Um dos maiores desafios, segundo a comandante, é o aumento de homicídios. De acordo com ela, muitos desses crimes acontecem dentro de casa, envolvendo parentes ou vizinhos, o que dificulta medidas preventivas, porém, ações de fiscalização têm sido realizadas em adegas e bares, considerados lugares que possibilitam que as pessoas exagerem no consumo de álcool e entrem em conflito. 

Planejamento

O aprimoramento de rotinas da PM também é um dos focos do trabalho da coronel para aumentar a proatividade e planejar melhor os processos nos batalhões subordinados ao CPA/M-12, tornando mais eficiente as rotinas administrativas. Esse planejamento, segundo ela, contribui para uma maior eficiência considerando o efetivo atual de policiais. O déficit de profissionais é apontado pela comandante como outro desafio para Mogi e região, e uma tendência em todo o Estado. “O nosso efetivo não está correspondendo ao fixado, embora haja esforço de contratação. Justamente por isso é tão importante medidas como a contratação dos inativos. O processo já está em andamento, para eles começarem a trabalhar já no mês que vem", contou a coronel, acrescentando que a região pode ser beneficiada com oito agentes.

Sobre a criação de um Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) no Alto Tietê, a coronel acredita que Mogi e região também não têm demanda e o Comando de Ações Especiais de Polícia (Caep), sediado em Suzano, cumpre função semelhante. "Um Baep exigiria estrutura administrativa adicional, reduzindo o efetivo nas ruas. Estamos focando em fortalecer o Caep, com mais efetivo e treinamentos atualizados. A qualquer momento pode ser que essa demanda surja, mas no momento não tem”, disse.

Futuro


A coronel afirmou que os próximos passos são na busca pela valorização do atendimento humanizado: “Cada atendimento e abordagem tem que ser visto como uma oportunidade de aproximação. Muitas vezes não podemos evitar o crime, mas a forma como atendemos a população depois é muito importante”. Ela também destacou a necessidade de apoio da comunidade e dos órgãos públicos no combate à violência contra a mulher. 

O fortalecimento dos Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs) e programas de vizinhança solidária também está nos planos da comandante, além de operações programadas e atividades periódicas de policiamento comunitário.

O trabalho no CPA/M-12, segundo a coronel, abrange oito municípios, incluindo Mogi, e a função é garantir que os batalhões e companhias tenham recursos e condições adequadas para atuar, com manutenção de viaturas, aquisição e distribuição de materiais, centralização de treinamentos, estímulo à participação em cursos e planejamento de operações, tanto de forma independente quanto em conjunto com o comando superior, envolvendo os três batalhões da região - 17º (em Mogi), 35º (Itaquaquecetuba) e 32º (Suzano), e o Caep.