Até este domingo, o público mogiano pode conferir as atrações da 1ª Semana da Cultura Afro, uma realização do Conselho Municipal da Promoção da Igualdade Racial (Compir), com apoio da Secretaria Municipal de Cultura, que teve início ontem. São atividades lúdicas, artesanais, musicais e também debates, sempre em alusão à história da população e da cultura negra em Mogi e em todo País, bem como das políticas públicas voltadas para este público.
Uma oficina de bonecas, que tem por objetivo não só ensinar uma técnica, como também resgatar uma história, é o primeiro evento. Como explica o presidente do Compir, Fernando Roza, na época da escravatura e da vinda dos escravos ao Brasil, era comum que as mulheres fizessem uso de pedaços de pano para confeccionar bonecas. Esta oficina será oferecida em escolas e no Centro Cultural de Mogi das Cruzes (praça Monsenhor Roque Pinto de Barros, 360, centro).
Também será realizada ao longo da semana uma série de debates, palestras e discussões sobre diversos elementos ligados à cultura negra. Nesta quarta-feira, por exemplo, será realizada no mesmo local uma palestra com Marco Antonio Zito Alvarenga, que é membro do Conselho Estadual da Consciência Negra.
A partir das 19 horas, o profissional apresentará seu vasto conhecimento sobre movimento e a cultura negra, pelos quais já milita há 30 anos. Quem também estará presente é a artista mogiana Maristela Afro, já conhecida do público por suas obras que seguem a temática afro.
Na quinta-feira, o público infantil poderá conferir, também no Centro Cultural, a exibição de um documentário com a temática negra. Já à noite será realizada uma missa afro no Santuário Bom Jesus (Igreja de São Benedito).
A programação se voltará para a música nesta sexta-feira. Roda de capoeira, de samba e até do hip hop permearão o dia. As apresentações acontecerão dentro e fora do Centro Cultural e também no Terminal Central, no centro da cidade. O dia se encerra com um espetáculo especial do quarteto de cordas da Orquestra Sinfônica de Mogi das Cruzes, comandada pelo maestro Lélis Gerson.
A programação desta primeira edição da Semana da Cultura Afro termina neste domingo, com uma missa celebrada pelo padre Deoclécio na Paróquia Imaculado Coração de Maria, no distrito de Brás Cubas.