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Melhor time das Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2018, que será na Rússia, e garantido em primeiro lugar com antecipação, o Brasil encara uma das piores seleções do continente nesta quinta-feira demonstrando preocupação - não com o inoperante ataque da Bolívia, o pior da competição, mas com os possíveis efeitos da altitude de 3.600 metros de La Paz. Por isso, a comissão técnica traçou um plano totalmente atípico, que inclui chegada à cidade do jogo menos de três horas antes da partida.
Para minimizar os efeitos da altitude, a seleção terá uma logística bem diferente da habitual. A equipe viajará à Bolívia amanhã, véspera do jogo, mas ficará concentrada em Santa Cruz de la Sierra, localizada apenas 416 metros acima do nível do mar - menos da metade dos 871 metros de Teresópolis (RJ), onde o grupo está desde esta segunda.
O maior temor é que os atletas sintam os efeitos do que os fisiologistas chamam de "Mal Agudo da Montanha", sintomas comuns a todos que não estão acostumados às altas altitudes. Eles vão de dores de cabeça a náuseas, mas muitas vezes resultam em fraqueza muscular, sangramento do nariz e vômitos.
Segundo os responsáveis pela preparação física da seleção, os efeitos começam a ser sentidos com maior intensidade a partir de seis horas após a chegada. Por isso, a comissão optou por um legítimo bate e volta.
No discurso dos jogadores, essas condições não irão interferir no desempenho. "Estou sempre pronto. Nunca joguei na altitude, mas dizem que é muito complicado. Se tiver que jogar, vou dar meu melhor, como sempre fiz", assegurou o lateral-esquerdo Jorge, ex-Flamengo e hoje no Monaco. (Estadão Conteúdo)
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