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A equipe brasileira de tiro com arco vem realizando treinos no Rio de Janeiro e não cansa de elogiar o cenário da competição. Conhecido mundialmente, o Sambódromo é mais um estímulo para os oito atletas que vão disputar Jogos Paralímpicos pela primeira vez nesta modalidade.
"Minha família vai estar aqui, meus amigos. É um local icônico, é bom para trazer mais adeptos e difundir o esporte. Eu chego bem preparado, e adversários como Estados Unidos, Itália, China estão tão bem preparados quanto eu, mas eu estou em casa e vou representar o país da melhor forma possível", disse Luciano Rezende, que compete com arco recurvo.
O arqueiro aprovou a área de competição, disse que está bem montada e que agora "só depende do arqueiro". Jane Karla, que usa o arco composto, também gostou. "Na hora que eu cheguei, achei lindo, igual ao que gente sonha. Ainda vi o Cristo Redentor, as nuvens passando, e falei: 'gente, que paisagem mais linda!", contou.
Vagas
Dos oito atletas da equipe brasileira, seis atiram com arco recurvo (três no masculino e três no feminino) e dois com o arco composto (um homem e uma mulher). Apesar de ter direito a vagas por ser o país-sede, o Brasil conquistou seis de oito em competições, uma prova da força da delegação, segundo o coordenador Reginaldo Salles.
"A equipe está bem forte, a gente teve um crescimento grande de dois anos pra cá. No Pan de Toronto, foram seis classificações para finais e três medalhas: duas de ouro (Jane e Luciano) e uma prata (Thaís Silva). Nossa meta é crescer mais no ranqueamento, mas temos chance sim de medalhas", disse, usando o plural.
Itália e Coreia do Sul foram citados como alguns dos principais adversários, mas eles não terão o fator-casa que Reginaldo espera pesar positivamente para a equipe. "Acredito que o apoio da torcida vai ser muito bom, mas os atletas precisam segurar um pouco as emoções. É a hora de mostrar o que temos de melhor", afirmou.
As competições de tiro com arco nos Jogos Paralímpicos vão de 11 a 17 de setembro.