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A cada dez candidatos que irão concorrer à Câmara Municipal, apenas três são mulheres. Isso é o que revela o levantamento realizado pela reportagem com base nos dados no portal "Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais", do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Dos 555 candidatos registrados na plataforma, 186 são mulheres e 369 homens, o que resulta em 33% de participação feminina no pleito, próximo ao mínimo exigido pela lei e distante da realidade brasileira, onde a cada dez pessoas, cinco são mulheres. Nas 26 capitais do país, ainda de acordo com o TSE, a proporção se mantém em 33% de candidatas.
O número de candidatos de ambos os sexos cresceu 39% em comparação com as últimas eleições em 2016, quando 399 interessados formalizaram a candidatura.
Nas eleições proporcionais diretas, a legislação prevê que, pelo menos, 30% das candidaturas lançadas por um partido político seja destinada por cada gênero. Apesar da legislação afirmar que "cada partido político preencherá o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada gênero", a medida instituída em 1997 e que começou a ser cumprida pelos partidos - mediante punições - em 2012, visa o fomento à participação feminina na política.
A única representante na Câmara de Mogi das Cruzes atualmente é a vereadora Fernanda Moreno (PV). A pesquisa Perfil da Mulher na Política revelou, em março deste ano, o motivo das mulheres não se candidatarem a cargos eletivos. Foram mais de 4,1 mil mulheres ouvidas em todas as regiões do Brasil, sendo que 40% das entrevistadas diziam "não ter perfil para se candidatar a cargos públicos".
Confirmações
Dentre os nomes conhecidos que confirmaram seu registro junto ao TSE estão o do ex-jogador do Mogi Basquete, Guilherme Filipin (PSD), que concorrerá a uma vaga na Câmara Municipal. No último domingo, o candidato postou uma foto de sua campanha. Com a legenda "começou um novo jogo em minha vida", Filipin ainda fala sobre ser um representante do esporte na cidade e sobre seus projetos. "Mogi das Cruzes precisa de alguém que lute pelo uso e manutenção dos diversos espaços públicos destinados à pratica do esporte", afirmou o candidato.
A advogada, ex-vereadora e ex-secretária de Poá, Jeruza Lisboa Pacheco Reis (PL), também teve sua candidatura registrada junto ao TSE. Em fevereiro deste ano, ela deixou o comando da Secretaria da Mulher de Poá por razões profissionais, afirmando que iria atuar em novos projetos em Mogi das Cruzes. Há época já se cogitava a possibilidade da candidatura de Jeruza.
Desistiu
O vereador Carlos Evaristo da Silva (PSB), denunciado no início do mês pelo Ministério Público (MP) por integrar um esquema de corrupção no Legislativo desistiu de concorrer à reeleição a vereador em novembro deste ano.
O parlamentar se pronunciou pela primeira vez após a deflagração da Operação Legis Easy. Em nota, o vereador afirma que houve uma conclusão interpretativa realizada de modo errado nas mensagens de texto entre os vereadores e que os depósitos realizados em sua conta decorreram de empréstimos pessoais, a fim de dar quitação a compromissos particulares. "Parte destes depósitos, especialmente as do ano de 2019, referiam-se à venda de um automóvel, realizada entre mim e o vereador Mauro Araújo", disse.
Ainda segundo Evaristo, quando ele e o vereador Araújo falavam por mensagens, em janeiro e dezembro do ano passado, estavam se referindo a troca de cheques datados e não a votação de projetos de lei, como quis supor o MP. "Até mesmo porque no mês de janeiro não existem votações na Câmara, em virtude dos recessos anuais. Nos referíamos às datas dos cheques pré-datados e não à votação dos Projetos de Lei", reforçou. (F.A.)
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