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O governo do Estado de São Paulo explicou ontem que a recomendação a Itaquaquecetuba para implantação de medidas mais restritivas em relação à pandemia do novo coronavírus, como a de fechamento do comércio, nada interfere na avaliação regional, que segue mantida dentro do Plano São Paulo.
Na última quinta-feira, o Centro de Contingência do Coronavírus do Estado recomendou que o município retrocedesse a classificação à fase vermelha, com restrição total para abertura do comércio. A Prefeitura criticou a proposta, afirmando que o critério utilizado pelo Estado, com base na ocupação dos leitos da Unidade de terapia Intensiva (UTI), não compete às responsabilidades municipais, mas sim estaduais. "Por este motivo, a cidade não pode sofrer tal retrocesso no Plano São Paulo, já que o Executivo não assume responsabilidades do Estado", criticou a Prefeitura, afirmando ainda que o Estado "não cumpriu com nenhum dos prazos com o qual se comprometeu com a região do Alto Tietê, onde tanto o HC de Suzano e o Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos não tiveram ampliação de leitos de UTI o que mudaria a realidade de Itaquaquecetuba". Essa informação foi rebatida pelo governo paulista. "O município erra ao dizer que o governo não cumpriu com seus compromissos. Logo em janeiro de 2020 foi aberta a UTI Pediátrica no Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos, que possui 29 leitos exclusivos para Covid-19, somando 13 leitos de UTI e 16 de enfermaria. Também na próxima segunda-feira serão iniciadas as atividades no HC de Suzano". Segundo o Estado, a ocupação dos leitos de UTI por pacientes com coronavírus em Itaquá está em 80%.
Ainda segundo o governo do Estado, medidas mais restritivas podem auxiliar na redução de internações, fazendo com que a região possa evoluir de forma mais rápida para a fase 3, amarela, do Plano São Paulo.
O Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) reforçou sua solidariedade ao município. "Itaquá tem autonomia para adotar medidas mais restritivas se assim achar necessário. A princípio, o problema está na taxa de internação, sendo que a principal referência da cidade é o Hospital Santa Marcelina, que é de gestão estadual e atende a outros municípios também. A região apresenta, segundo indicador do Estado de quinta-feira, uma taxa de ocupação de 51,1% nos leitos de enfermaria e de 58,3% nos leitos de UTI.
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