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A inclusão da tecnologia no espaço educativo; a busca por conhecimentos múltiplos aliando teoria e prática; e, principalmente, a utilização de recursos que a era tecnológica dispõe para aprimorar o aprendizado já fazem parte do cotidiano de algumas instituições de ensino. Muitas delas estão se comprometendo a oferecer aos seus educandos um novo conceito de ensino conhecido como "Escola Híbrida". O objetivo é fazer com que professores e alunos possam aprender em tempos e em locais diferentes, ou seja, não só com as práticas tradicionais como também com a inclusão de métodos inovadores. A missão é instigar o aluno ao questionamento, à curiosidade, à criticidade, além de induzi-lo à busca por respostas aos problemas encontrados a seu redor. Trata-se de um modelo que instiga uma educação além da sala de aula, como exemplo, pode-se citar os cursos na modalidade à distância.
O tema "Escola Híbrida" foi abordado durante o Congresso Bett Educar 2018, realizado no início de maio em São Paulo. O evento é considerado o maior da América Latina na área de educação e trouxe à tona assuntos atuais com o objetivo de contribuir para a transformação da educação. Uma das palestrantes foi a consultora em Gestão Educacional Lilian Neves. Em entrevista à reportagem, contou que o ensino híbrido não é recente, apenas algo que ainda está sendo incorporado. "O nome híbrido quer dizer uma mistura, as pessoas o usam como se fosse algo novo, mas não é. Representa a incorporação entre o virtual com o que já existe, mas não é simplesmente entrar na tecnologia, não é só ter o computador e o laboratório, e, sim, fazer com que esse equipamento seja aplicado no processo dinâmico". Para a consultora, é possível desenvolver essa forma de ensino nas escolas públicas, mas depende do investimento.
Professores de diversos locais estiveram no evento, assim como a Vanessa Gallo, que atua na Secretaria de Educação de Arujá como professora de Apoio Técnico. "Um dos principais temas foi a Escola Maker, que é a mistura do tradicional com o novo. Hoje é uma relação invertida, é fazer com que o interesse comece pelo aluno e o professor está ali para auxiliá-lo", contou Gallo, que participou pela primeira vez da iniciativa.
A professora acredita que o ensino híbrido pode chegar nas escolas, mas que é preciso muita demanda e tecnologia. Uma das principais preocupações é a aceitação da comunidade, ou seja, como os responsáveis dos alunos vão reagir com essa nova cultura. "Já existem escolas modelos, como em Curitiba (no Estado do Paraná). A questão não é impossível, mas é preciso de investimento por conta das questões tecnológicas, principalmente em regiões onde o acesso à internet ainda não existe. Um outro ponto é com relação aos pais das crianças, muitos poderão achar que os filhos não estão aprendendo como gostariam", ressaltou.
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