O índice de desemprego no Alto Tietê, incluindo a cidade de Guarulhos, praticamente se manteve estável na comparação entre os meses de março de 2017 e de 2018. Conforme o levantamento divulgado durante a semana pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a taxa sofreu uma variação apenas de 0,4 pontos percentuais entre os períodos analisados, passando de 20,1% para os atuais 20,5%. Apesar da avaliação não registrar perdas de vagas, os presidentes de diversos sindicatos da região criticaram a situação econômica do país.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Mogi das Cruzes e Região, Miguel Torres, a economia do país poderá melhorar nos próximos anos. "Só iremos avançar se soubermos escolher quem irá governar nosso país. Para este ano, acredito que o desemprego não vai aumentar e nem diminuir, temos que levar essa questão para os debates e ver as propostas dos candidatos", informou Torres, lembrando que neste ano serão realizadas as eleições para presidente da República, governadores, senadores e deputados estaduais e federais.
Já o presidente do Sindicato dos Rodoviários, Felix Serrano Barros, comentou sobre o dia a dia do trabalhador. "Os profissionais estão sofrendo muito. Nós que estamos sempre acompanhando essa questão, estamos vendo como a situação está difícil. Há dois anos eu conseguia fazer, por dia, com que 15 a 20 pessoas arranjassem um emprego. Atualmente está difícil arrumar para apenas uma pessoa. A situação está precária", lamentou Barros.
O presidente ainda ressaltou que a economia do país irá melhorar em janeiro de 2019. "Até as eleições tudo vai permanecer o mesmo. Os empresários estão todos com o 'pé atrás'. Só vamos ter um investimento bom na economia quando tivermos um presidente eleito pelo povo. A nossa sorte é que somos um país rico em diversos produtos, se não fosse essa questão, o Brasil já teria quebrado faz muito tempo", concluiu Torres.
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