A taxa de Mortalidade Infantil de Mogi das Cruzes em 2017 foi de 9,48 por mil nascidos vivos, o menor índice registrado desde 2000. O levantamento preliminar foi apresentado ontem pela secretária adjunta de Saúde e presidente do Comitê Municipal de Investigação de Morte Materna a Infantil, Rosângela Cunha, na Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes.
Em 2017, o município registrou 6.331 nascidos vivos, dos quais 60 foram a óbito antes de completarem um ano, o que resultou no índice de 9,48. Em 2016, foram registrados 75 óbitos entre 6.521 nascidos vivos, finalizando o índice de 11,5. "É muito importante gerenciarmos as informações para tomarmos novas decisões e melhorarmos tudo o que for possível. Hoje é um dia especial, de agradecermos e parabenizarmos a equipe pelo sucesso alcançado", afirmou o prefeito Marcus Melo (PSDB).
Analisados isoladamente, os dados da Santa Casa merecem ainda mais destaque. Em 2017, foram registrados 4.146 nascimentos e 21 óbitos, o que resultou num índice de 5,06 por 1 mil nascidos vivos. "A Santa Casa tem que agradecer porque estes números são resultado de um trabalho em conjunto. Ficamos muito felizes porque existe uma equipe interna e externa que tem cuidado com zelo e carinho do nosso hospital. Com certeza, a Santa Casa de Mogi das Cruzes possui a melhor equipe de maternidade e UTI Neonatal", avaliou o provedor Austelino Pinheiro de Mattos.
A redução é resultado de melhorias no sistema de saúde e de serviços públicos. Entre as ações destacadas para a redução da Mortalidade Infantil estão a capacitação profissional sobre pré-natal; implementação e ampliação das ações do Ambulatório de Recém-Nascidos de Alto Risco; implantação de testes rápidos para Sífilis, HIV e Hepatites em toda a Rede Básica; Captação Precoce de Gestantes e implantação de indicadores municipais com monitoramento e auditoria das ações executadas pelo Grupo Condutor Municipal da Rede Cegonha. "Alcançarmos um dígito era um sonho de consumo. Agora, resta mantermos esse padrão e cuidarmos para que as taxas futuras se mantenham nesse mesmo padrão", comemorou a presidente do Comitê Regional de Investigação do Óbito Materno e Infantil, Amália Santos.
Outras ações citadas foram a capacitação de profissionais da Santa Casa sobre Aleitamento Materno e testes rápidos de Sífilis, HIV e Hepatites; Avanços do Banco de Leite e distribuição de leite para bebês da UTI Neonatal da Santa Casa; Capacitação sobre aleitamento materno para equipe das creches municipais e subvencionadas, entre ouras ações.