Com a promessa de fazer uma administração enxuta e com corte de gastos, o vereador Pedro Komura (PSDB) foi eleito para o seu primeiro mandato à frente da Câmara de Mogi das Cruzes. O tucano é o parlamentar mais longevo do Legislativo mogiano e está em seu oitavo mandato.
A eleição de Komura para 2018 já era dada como certa, pois ainda no ano passado, os quatro maiores partidos da Câmara (PSDB, PMDB, PR e PSD), que juntos somam 16 vereadores, estabeleceram um rodizio para a presidência. Mesmo com a maioria dos votos, o tucano dialogou com a oposição e o restante dos vereadores para evitar um racha dentro da Câmara. O próximo desafio do novo presidente será organizar as comissões permanentes, que serão definidas no início do ano que vem.
Mogi News: Quais são as expectativas para assumir a presidência?
Pedro Komura: Em 2018, a imigração japonesa no Brasil completa 110 anos, e 99 anos em Mogi, já estamos nos preparando para o centenário em 2019. Temos muito trabalho pela frente. Existem muitos documentos para serem analisados e muita conversação. Estamos acostumados com esse trabalho. Até hoje, no oitavo mandato, nunca quis ser candidato à presidência justamente por que essa não é uma tarefa fácil. É um novo desafio. O partido que pediu para que me candidatasse. É uma missão que tenho que continuar com o trabalho.
MN: Acredita que o período de crise financeira será um obstáculo?
Komura: Tenho acompanhado o prefeito Marcus Melo (PMDB) e a dificuldade de reduzir os gastos. Temos que fazer o mesmo na Câmara, economizar. Tenho visto situações em que podemos reduzir as despesas com energia elétrica e Internet, por exemplo. Verei o que é possível economizar, já que a realidade é essa. Contamos com 23 vereadores e sempre defendi que deveríamos ter menos. O ideal para mim seria 19 vereadores, mas não consigo mudar isso. Sempre temos o Tribunal de Contas e o Ministério Público em cima. Tanto que os seis últimos presidentes da Câmara estão com as contas pedentes, pois o Legislativo não consegue cumprir a meta. Vou fazer o possível para ver o que precisar ser feito para enquadrar a Câmara.
MN: Quais são seus planos à frente da Câmara?
Komura: Temos várias demandas na Câmara. Uma delas é que o Legislativo tem material guardado em todos os cantos e são documentos oficiais. É a história da Câmara. Uma das ideias é digitalizar toda essa documentação e passar para o arquivo da Prefeitura. Outra questão que quero lutar e tornar realidade é digitalizar todo o processo do Legislativo, como é feito na Justiça. Queremos a digitalização de todo o processo, eliminando os papéis. Hoje, cada vez mais, as mídias sociais e a Internet vêm avançado. Precisamos adequar a Câmara com a realidade que estamos vivendo.
MN: Como deve ser a relação com Prefeitura?
Komura: Tenho um bom entrosamento com o prefeito Marcus Melo antes dele ser candidato a prefeito. Será muito fácil o diálogo com ele.
MN: A união dentro da Câmara é uma das suas metas?
Komura: Precisamos fortalecer o Legislativo como um todo, independentemente de brigas partidárias. O importante é que a Câmara esteja unida em prol do desenvolvimento e crescimento de Mogi das Cruzes. O que for para o bem do nosso município, temos que lutar juntos para que possamos melhorá-lo. Essa é a prioridade.
MN: Quais serão seus desafios como presidente?
Komura: Não vejo. Estou há bastante tempo na Câmara. Uma das coisas que quero deixar em ordem é parte legal do Legislativo, da sua estrutura. A Câmara é um cartão de visitas da nossa cidade, muitas pessoas visitam o prédio. É importante esse cuidado e manutenção no dia a dia. Vou administrá-la como se fosse uma empresa.
MN: Deve fazer alguma mudança na TV Câmara?
Komura: Recebemos muitos pedidos, não apenas dos vereadores, mas da própria população para que a TV Câmara vá até os bairros analisar as demandas. Os mogianos veem os vereadores e querem ver os assuntos de seu bairros em discussão. As pessoas buscam debater a cidade. Temos que discutir os temas e procurar melhorias, como na área da saúde, educação, sistema viário e segurança. Precisamos cuidar do nosso município. Esse projeto é uma vontade, mas preciso estudar se é viável.