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A Câmara de Arujá aprovou por unanimidade, na sessão da última segunda-feira, projeto de autoria do vereador Renato Caroba (PT), que permite a presença de doulas durante o trabalho de parto e pós-parto nas maternidades e estabelecimentos hospitalares da cidade. A medida se deve aos resultados que o apoio da doula vem trazendo na redução das intervenções e complicações obstétricas, bem como no vínculo entre mãe e bebê. O projeto, para entrar em vigor, depende apenas da sanção do prefeito.
Caroba deixou claro que a doula não tem a responsabilidade de realizar qualquer intervenção médica, mas tem o objetivo de fornecer suporte emocional através da presença contínua ao lado da parturiente, provendo encorajamento e tranquilidade, oferecendo carinho, palavras de reafirmação e apoio.
A doula oferece medidas de conforto físico através de massagens, relaxamentos, técnicas de respiração, banhos e sugestão de posições e movimentações que auxiliem o progresso do trabalho de parto e diminuição da dor.
Também orienta o casal sobre procedimentos hospitalares e o que esperar do parto e pós-parto e ajuda a mulher a se preparar física e emocionalmente para o parto. Atua como uma ponte de comunicação entre a mãe, sua família e a equipe de atendimento, fazendo os contatos que a mulher desejar. "Além de trazer suporte emocional às gestantes num momento tão importante, a doula tem um papel fundamental, até mesmo para reduzir o tempo do trabalho de parto. Observa-se também uma redução significativa no número de cesáreas, nos casos que contaram com a presença dessa profissional", ressalta Caroba.
A doula se faz importante até mesmo num parto cesárea, onde continua dando apoio, conforto e ajudando a mulher a relaxar e tranquilizar-se durante a cirurgia. Pode estar presente no pós-parto, auxiliando a mãe no seu contato com o recém-nascido e com a amamentação.
Vale ressaltar que as doulas são profissionais certificadas e qualificadas, conforme Classificação Brasileira de Ocupação - CBO (código 3221-35) e autorizadas a entrar nas maternidades e estabelecimentos hospitalares congêneres, desde que previamente cadastradas com seus instrumentos de trabalho, condizentes com as normas de segurança e saúde da unidade hospitalar.
Em Mogi
Em Mogi das Cruzes, projeto semelhante de autoria do vereador Emerson Rong (PR) foi apresentado em julho e seguiu para análise das comissões. Até o momento, não há definição.
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