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A UTI Neonatal da Santa Casa de Mogi das Cruzes está superlotada novamente. Esse é o terceiro caso de lotação registrado neste ano no hospital que é referência na região. Com a situação, desde a madrugada de sábado, a unidade tem restringido temporariamente o atendimento às gestantes de municípios vizinhos, além de transferir os bebês saudáveis para outras unidades. Na tarde de ontem, 26 nenéns estavam internados, quando a capacidade é para 25. O setor chegou a receber 30 crianças durante a madrugada.
A Santa Casa tem enfrentado problemas de superlotação com frequência. O último caso grave foi registrado em junho, quando a maternidade do hospital enfrentou lotação bem acima da capacidade. Na ocasião, a unidade recebeu 73 grávidas, enquanto o número de leitos é 38. Na época, a UTI Neonatal não foi afetada, diferente ddasituação registrada em maio, quando a Santa Casa ficou superlotada tanto na Unidade de Terapia Intensiva, quanto na maternidade.
O problema atual de superlotação começou anteontem, quando ações de contingência foram adotadas pelo hospital ao longo da noite. A Santa Casa enviou comunicados a todos os órgãos competentes sobre a situação da UTI Neonatal, reforçou toda a equipe e equipamentos.
Ainda durante a madrugada, o secretário de Saúde, Marcello Cusatis, utilizou sua página no Facebook para informar sobre o problema e desabafar sobre a situação. "Avisamos e pedimos apoio a Central de Regulação de Ofertas de Serviço de Saúde (Cross), do governo do Estado, que quer digitemos uma carta. Fiz por escrito, já que às duas horas da manha não tem como fazer isso. É uma extrema burocracia e falta de cuidado com a nossa cidade", disse.
Cusatis destacou que a Prefeitura tem atuado para ajudar a manter o serviço, mas que a colaboração dos governos é necessária. "Não podemos continuar com essa superlotação da maternidade. A Prefeitura vem investindo mais que necessita na saúde, reduzindo a mortalidade materno-infantil. Por favor, vamos dividir as responsabilidades e resolver esse problema, pois aqui não aceitamos essa falta de cuidado e burocracia com os nossos pacientes", ressaltou .
A situação da maternidade da Santa Casa é debatida incansavelmente nos últimos meses. A entidade, em parceria com a Prefeitura, já apresentou um projeto para reforma do setor ao Departamento Regional de Saúde (DRS 1) do Estado de São Paulo, mas nenhuma reposta foi enviada.
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