A Prefeitura de Itaquá informou ontem que foram realizadas 56 interdições, sendo 52 casas isoladas preventivamente, e que houve quatro desmoronamentos, todos na encosta do rio Tietê, na rua Catumbi, na Vila Sônia.
O Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) informou ontem que o desabamento de quatro casas não tem relação com o trabalho de desassoreamento do Tietê e, sim, possivelmente, com a acomodação do solo originado devido ao baixo nível do rio.
Por volta das 11 horas de anteontem, o Corpo de Bombeiros recebeu um chamado de que havia um desmoronamento no local. Não houve feridos, porém, no desespero, moradores correram risco ao entrar nos imóveis para retirar seus pertences. Disse a Prefeitura: "Todos os 165 moradores que precisaram sair de suas moradias estão alocados em casas de amigos e parentes. A administração tem dado todo suporte às famílias para atendê-las no que for necessário e também cadastrá-las nos programas habitacionais da cidade, com prioridade por estarem em área de risco".
A Prefeitura reiterou, em nota, ter feito contato com o governo do Estado e o DAEE para que possam verificar e analisar "se o desmoronamento tem algum relacionamento com o desassoreamento do Tietê, já que o nível do rio baixou bastante pela limpeza que está sendo feita e falta de chuvas".
O DAEE informou que, tanto o desassoreamento do rio não tem nada a ver com o episódio, que "as máquinas estavam trabalhando ontem a um quilômetro a montante (acima) do local afetado, não provocando nenhum impacto na área mencionada, o que teria sido constatado também pela Defesa Civil de Itaquá, que esteve anteontem no local".
Ainda segundo o DAEE, é importante destacar que o baixo nível do rio Tietê em toda a região é resultado da estiagem. Dados da rede telemétrica do DAEE e da rede INPE/CPTEC (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais/Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) mostram que não chove na região há mais de 30 dias. "O baixo nível do Tietê pode ter provocado uma acomodação do solo, o que ocasionou o desabamento das casas. Ressaltamos ainda que a fiscalização do uso e ocupação de solo é uma atribuição legal das prefeituras", complementou.