Fechado há dois anos, o prédio do antigo Restaurante Popular de Suzano, na rua Felício de Camargo, no centro, se tornou abrigo para moradores de rua.
Na parte externa do imóvel é possível encontrar pessoas dormindo, roupas e colchões.
A porta de entrada já teve os vidros danificados após algumas tentativas de invasão.
A Prefeitura afirma que irá reutilizar o espaço com a abertura do Centro de Desenvolvimento Econômico, Social, Cultural e de Turismo.
O Restaurante Popular foi fechado em novembro de 2015 em função de problemas financeiros.
Isso porque a Prefeitura, então comandada pelo ex-prefeito Paulo Tokuzumi (PSDB), não conseguiu arcar com sua parte na parceria firmada com o governo federal para o fornecimento de refeições por R$ 1.
Desde então, apenas o Bom Prato, do governo estadual, localizado na avenida Major Pinheiro Fróes, no Parque Maria Helena, oferece almoço pelo mesmo valor para a população carente da cidade.
Segundo a Prefeitura, o terreno e o imóvel, que pode ser considerado histórico por sua arquitetura, são de propriedade do governo do Estado, e estão cedidos à Prefeitura de Suzano, que é responsável por sua manutenção.
O Centro de Desenvolvimento que a administração municipal pretende instalar no prédio receberá, ainda conforme resposta da Prefeitura, "várias atividades de diversas secretarias do município, como pequenas feiras de negócios, de artesanato e de agricultura familiar; saraus; eventos culturais; entre outras atividades para a população".
No mesmo local está prevista ainda a criação do Centro de Desenvolvimento Tecnológico e Digital, que no momento está sendo planejado.
De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego, "a implantação está em fase de projeto, para definir as necessidades das atividades a serem implantadas no local. Posteriormente, o projeto segue para a Secretaria de Manutenção e Serviços Urbanos, para o levantamento dos custos".
Em seguida, a planilha será avaliada pelo Gabinete e pela Secretaria de Planejamento e Finanças, para adequações orçamentárias. "Somente depois disso é possível iniciar o processo de licitação para a realização dos serviços de adequação do imóvel, garantindo sua preservação".