Longo tempo de espera por uma consulta, dificuldades para realizar exames, além de falta de vacinas e médicos. Estes são alguns dos problemas enfrentados por pacientes que buscam atendimento na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Nova Poá, em Poá.
Segundo entrevistados pelo Dat, a situação ficou pior depois que a unidade deixou de atender a população aos finais de semana. No entanto, a maior parte dos transtornos já existia bem antes disso ocorrer.
Esse foi o relato da manicure Sandra Caroline de Souza Alves de 30 anos. A poaense aguardou três meses por um exame de ultrassonografia e, como não conseguiu a tempo, precisou pagar para realizar o exame em uma clínica particular. "Eu precisava do ultrassom durante a gravidez e não consegui. Isso é uma falta de respeito. A gente paga tantos impostos e quando precisa ser atendido, não consegue", reclamou.
No caso dela, o problema da falta do exame continua sendo motivo de preocupações. Isso porque a filha Sophia de Souza Paixão, 8, segue aguardando para realizar o procedimento. "Meu marido está desempregado, meu filho é recém-nascido, então não tenho condições de pagar outro exame. Estamos aguardando há mais de três meses, mas até agora não me deram nem previsão de quando ela vai conseguir", contou.
Quem também está preocupada com a saúde do filho é a dona de casa Vivian Francolino, 22, que tem encontrado dificuldades para manter a carteira de vacinação de seu bebê, de dois meses de vida, em ordem. "Faz dias que venho para tentar vaciná-lo e sempre dizem que não há doses. Pediram para voltarmos quarta-feira. Vamos ver se terá vacina", comentou.
Já para a manicure Ester de Jesus, 33, a principal falha da unidade está no atendimento como um todo. "Problema aqui é o que não falta. Vira e mexe não têm médicos, faltam remédios. É um verdadeiro caos. O posto está largado", reclamou.
Opinião semelhante é compartilhada pelo aposentado Abelardo Luiz de França, 67, que se queixa do longo tempo de espera para conseguir uma avaliação. "Eu estou com problemas nos olhos. Demorei bastante para ser atendido. Isso só para conseguir um encaminhamento para o oftalmologista. Agora sabe-se lá quando eu vou poder me consultar realmente com o especialista", lamentou.
Prefeitura
A equipe de reportagem questionou a Prefeitura sobre os problemas relatados pelos reclamantes. No entanto, a administração municipal não se posicionou até o fechamento desta edição.