Compartilhe
A Justiça absolveu o ex-prefeito de Poá Francisco Pereira de Sousa (SD), o Testinha, das acusações de irregularidades no processo licitatório para a construção da Praça da Juventude, que nunca teve as obras finalizadas. Essa foi uma das ações que também resultou na cassação do mandato do político há três anos e o deixou inelegível.
Os serviços para a construção da Praça da Juventude teve início na gestão de Testinha. A empresa contratada por meio de concorrência pública recebeu mais de R$ 500 mil para executar os trabalhos. No entanto, as obras foram paralisadas e o espaço está até hoje em situação de abandono. O caso foi denunciado pela Câmara, que acusou o ex-prefeito de improbidade administrativa, em 2014.
Testinha recorreu, apresentou sua defesa e foi inocentado das acusações. A decisão da Justiça foi publicada no site do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), na semana passada. Na sentença, a juíza da 1ª Vara Cível, Ana Cláudia Moura Querido, afirma que o documento apresentado pela Câmara "não se revestiu dos requisitos necessários para dar início ao processo de cassação", declarando nulidade a todo o procedimento que culminou na cassação do ex-prefeito.
No documento, a magistrada ainda cita que a sessão ordinária que iniciou a leitura do relatório de cassação, no dia 20 de maio de 2014, também foi feita de forma irregular. "É manifesto o desrespeito ao rito estabelecido para dar início ao processo de cassação e evidente prejuízo ao requerente, que foi processado sem autorização legislativa qualificada e condenado por infração político-administrativa por denúncia recebida unicamente pelo presidente da Casa Legislativa".
O Dat tentou entrar em contato com o ex-prefeito e conseguiu falar com o ex-secretário de Governo, Geraldo Oliveira, que concorreu as eleições no ano passado. Ele disse que Testinha já estava confiante sobre a sentença do Judiciário. "Já sabíamos. Estávamos esperando uma decisão favorável, porque não havia nenhuma irregularidade", afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de processar a Câmara por danos morais e materiais, Oliveira disse que é preciso cautela. "Vamos ponderar. O assunto ainda precisa ser discutido. É prematuro tomar qualquer decisão agora. Na próxima semana teremos um posicionamento, porque essa questão ainda vai ser avaliada", disse. "Essa cassação foi inteiramente política. A Câmara tem o poder de cassar um gestor público, estando certa ou não", acrescentou.
Cidades
Autoridades destacam desafios para combater a violência contra pessoas idosas
Cidades
Inscrições para 1ª Copa de Embaixadinhas da Feira Noturna de Braz Cubas se encerra nesta quarta
Cidades
Futura UBS do Parque do Colégio reforçará atendimento para mais de 5 mil pessoas
Cidades
Cerimônia marca formatura de 187 alunos no programa ‘Bombeiro na Escola’