A elevação do preço dos combustíveis já começou a pesar no bolso dos motoristas. Isso porque na manhã de ontem a alta dos impostos cobrados sobre a gasolina, o diesel e o etanol, anunciada anteontem pelo governo federal, já estava sendo repassada nas bombas de alguns postos do município.
O aumento é reflexo do reajuste na alíquota do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A tributação da gasolina, por exemplo, mais que dobrou, passando de
R$ 0,38 para R$ 0,79 por litro. Se a alta for repassada na íntegra para o consumidor final, o litro da gasolina pode ficar R$ 0,41 mais caro. Para encher um tanque de 30 litros de gasolina, por exemplo, o valor pode ficar até R$ 12 mais caro
A decisão sobre o repasse, contudo, é de cada posto de combustível. Em um estabelecimento situado abaixo do viaduto Argeu Batalha, em Brás Cubas, Mogi das Cruzes, por exemplo, o acréscimo foi de
R$ 0,35. "Acabamos de mudar a placa. O litro da gasolina que custava R$ 3,29 passou para R$ 3,64. Já o diesel e o etanol subiram cerca de
R$ 0,20. Infelizmente quando ocorre a elevação nas refinarias, nós não temos como segurar. Assim que chega o produto a gente precisa vender com o preço novo", explicou a gerente.
Em outros três postos a previsão é de que o aumento passe a ser repassado a partir de hoje. É o caso da unidade instalada no cruzamento das avenidas Japão e Ipiranga, onde atua o assistente administrativo, André Uchikawa. "Hoje ainda estamos trabalhando com o estoque, mas assim que o novo produto chegar o preço terá que ser elevado. Não temos como segurar o aumento", explicou.
Consumidor
Em casos onde houver o repasse integral do reajuste, encher um tanque de 50 litros poderá ficar até R$ 20 mais caro. A variação deverá impactar no orçamento e preocupa muitos motoristas, como o José Umberto Pereira da Silva, de 48 anos. "Não há dúvidas de que esse aumento vai pesar bastante no fim do mês. Eu utilizo o carro para trabalhar e abasteço praticamente todos os dias. O pior é que não tem para onde correr", disse.
Para o aposentado José Alves de Magalhães Neto, 75, o principal problema está na reação em cadeia. "Para quem usa carro acaba sendo um gasto a mais e que pesa, principalmente para aqueles que ganham menos. Mas o aumento do combustível reflete na rotina de todos, porque com isso as coisas no mercado, por exemplo, também ficam mais caras", disse.