Em resposta à solicitação de um grupo de vereadores liderado por Antonio Marcos Atanazio (PMDB), o Marcos BR, o Estado-Maior e o Comando de Policiamento Metropolitano da Polícia Militar negaram a instalação de uma nova companhia no chamado lado norte de Ferraz de Vasconcelos, região da cidade abrangida, especialmente, pelo bairro da Vila Santa Margarida.
Um dos pedidos foi feito em abril deste ano durante audiência com o secretário de Estado da Segurança Pública, Mágino Alves Barbosa Filho, na capital paulista. O encontro havia sido articulado pelo deputado estadual Jorge Caruso (PMDB).
De acordo com o ofício datado de maio passado, a Polícia Militar paulista adota critérios técnicos para a distribuição de efetivo, a criação, a localização e a denominação de Organização Policial-Militar (OPM). Com isso, a corporação observa não somente os fatores geográficos, mas também os previstos em lei, a complexidade, os índices de criminalidade e as peculiaridades locais como, por exemplo, a existência de presídios, estâncias turísticas, conglomerados de favelas, conflitos fundiários e manifestações de rua. Na prática, quando esses parâmetros são aplicados em Ferraz de Vasconcelos verifica-se que o efetivo e a estrutura organizacional encontram-se ajustados.
Ainda de acordo com o documento enviado, a 3ª Companhia do 32º Batalhão da Polícia Militar, situado no bairro Vila Romanópolis, desenvolve de maneira regular vários programas e operações especiais. O ofício cita também a presença de um posto, na Praça da Independência, localizado no centro da cidade, e de uma Base Comunitária de Segurança, que fica no Parque São Francisco.
Por tudo isso, a alta cúpula da PM paulista entende que a implantação de mais uma companhia tenderia a prejudicar as ações de reforço e as operações ostensivas e preventivas no município.