Em meio à crise política que pode derrubar o presidente Michel Temer (PMDB), envolvido em um escândalo com a empresa JBS, o governo federal anunciou ontem que "a recessão acabou". Após anos com a economia em queda, enfim, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu: 1% no primeiro trimestre deste ano. Claro que é um exagero comemorar como um título este pequeno aumento, mas convenhamos que esta pode ser a melhor notícia da política nacional dos últimos oito trimestres (dois anos).
Os números foram positivos devido à agropecuária nacional, que conseguiu bons resultados entre janeiro e março deste ano, e também a indústria extrativista. Prontamente, Michel Temer publicou em sua conta no Twitter: "Acabou a recessão". O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) encaminhou respostas à Imprensa dizendo que é preciso cautela para cravar que o Brasil saiu da crise. Se no próximo trimestre o PIB cair, tudo continua na mesma.
Para o jornalista Celso Ming, em sua coluna no jornal O Estado de S. Paulo, Temer está comemorando a vitória antes do fim do jogo. O colunista reconhece que o brasileiro "saiu da toca para gastar dinheiro", mas nega que o clima seja de vitória, uma vez que as denúncias de que Temer tenha comprado o silêncio do ex-deputado federal Eduardo Cunha causou nova crise e medo aos cidadãos em acreditar na economia e na política do País.
Mesmo sabendo que o presidente está aproveitando o número positivo para amenizar as críticas sofridas por causa das denúncias, o brasileiro reconhece que essa é a primeira claridade encontrada no meio de tanta escuridão. Sendo otimistas, podemos imaginar que os próximos números sejam novamente positivos, e aí então todos respiraremos mais tranquilos. Com o PIB forte é natural que empresários voltem a investir e, consequentemente, empresas retomem as contratações.
Grande parte deste resultado ocorreu graças ao esforço e ao trabalho do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que parece uma pessoa à parte dos demais políticos que compõem o governo. Ele parece não fazer jogos e participar de esquemas e foca seu trabalho no dia a dia e na solução de problemas. Uma impressão boa em meio a tantos escândalos divulgados pela Imprensa.
Os números nacionais influenciam os regionais e, com a melhora da economia e o fim da recessão, espera-se que algumas cidades aqui do Alto Tietê voltem a acreditar num futuro melhor. Porque atualmente o que temos é pessimismo e reclamações, o tempo inteiro.