A Prefeitura de Poá obteve uma liminar na Justiça que determina que, em caso de greve, 85% dos servidores de cada unidade da área de Educação continuem trabalhando. A informação foi postada no site do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Poá (Sintep), que se reuniu ontem à noite em assembleia, em frente à Câmara, para decidir se irá fazer ou não a paralisação e também apresentar contraproposta própria à categoria, já que o índice de reajuste salarial inicial, de cerca de 25,9%, foi descartado pela administração municipal, que manteve a proposta de reajuste zero.
Segundo o assessor de marketing do sindicato, Franklin Valdemar do Nascimento, na última segunda-feira os dirigentes do Sintep compareceram ao Tribunal de Justiça (TJ), em São Paulo, para uma audiência com a Prefeitura, porém, não houve conciliação. "O sindicato solicitou a apresentação de algum índice, ainda que escalonado, mas não houve acordo. Como há a decisão judicial de manter 85% de servidores de cada unidade trabalhando, sob pena de multa de R$ 30 mil, nós vamos recorrer", informou.
Ele frisou que uma nova reunião entre a Prefeitura e o sindicato está agendada para o próximo dia 19, às 16 horas. 
A categoria reivindica, além do reajuste, convênio médico que havia sido, conforme Nascimento, acordado na gestão passada e aumento do vale-alimentação dos atuais R$ 278 para R$ 475, acompanhando o valor da cesta-básica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Em comunicado no site do Sintep, a entidade afirma que os representantes do Executivo poaense justificaram a impossibilidade de qualquer reajuste devido à queda na arrecadação e a derrubada do veto sobre as mudanças na forma de recolhimento do Imposto Sobre Serviços (ISS), alegando que o momento agora seria de "replanejamento".  
A categoria, que está em estado de greve desde o dia 28 de abril, realizou a assembleia ontem à noite, em frente ao Legislativo, para decidir os próximos passos da Campanha Salarial 2017 e das estratégias de luta para enfrentar a crise gerada pelas mudanças de recolhimento no ISS.
Até o fechamento desta matéria, a assembleia ainda não havia terminado.