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A previsão inicial era que as obras da futura sede própria da Câmara de Ferraz de Vasconcelos na rua Deputado Queiroz Teles, na Vila Romanópolis, seriam concluídas em maio do ano passado, porém, esse prazo não fora cumprido e o que é muito pior os serviços estão paralisados desde meados de agosto de 2016, segundo consta, por falta de dinheiro.
A edificação estimada em R$ 3,4 milhões era executada pela Arcan Construtora, de Mogi das Cruzes. Em janeiro do corrente, um grupo de vereadores reuniu-se com o secretário de Obras Antônio Carlos dos Santos Ferreira, o Carlinhos para discutir a retomada das obras, mas a investida não surtiu nenhum efeito.
Na oportunidade, a comitiva liderada pelo presidente da Casa, Flavio Batista de Souza (PTB), o Inha, chegou a pedir prioridade no reinício dos trabalhos, apesar da forte crise financeira porque passa a municipalidade.
Na época, Carlinhos prometeu fazer um levantamento da situação do prédio para levar até o prefeito, José Carlos Fernandes Chacon (PRB), o Zé Biruta e, na sequência, agendar um novo encontro, contudo, a audiência não prosperou. Mesmo assim, os vereadores continuam esperando por uma posição oficial por parte da administração da cidade.
Dentro deste contexto, na última segunda-feira, o plenário da Câmara aprovou um requerimento assinado por um grupo de oito parlamentares exigindo por escrito uma resposta sobre o assunto.
No documento, a Casa questiona quais os valores já foram pagos a empresa Arcan Construtora pela construção da nova sede, o percentual construído da obra apresentado até o presente momento, se existe algum contrato de aditamento, um prazo para o resgate e estimativa para a entrega definitiva do prédio. Além disso, o Poder Legislativo cobra o envio de toda a documentação pertinente desde o edital de abertura da licitação até a última medição feita, de notas fiscais, da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), do memorial descritivo, da planilha físico-financeira contendo gráficos da evolução da obra e de relatório pormenorizado de fatos e ocorrências existentes durante todo o andamento dos serviços até então.
Na atualidade, a Câmara funciona desde julho de 2012 em um prédio alugado por R$ 15 mil mensais na avenida Dom Pedro II, 234, no centro, porém, o local não oferece condições adequadas de trabalho e, principalmente, não é dotado do mínimo de acessibilidade.
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