Uma das saídas apresentadas pelo presidente da Comissão de Saúde da Câmara, o vereador Francisco Moacir Bezerra de Melo Filho (PSB), o Chico Bezerra para a superlotação da Maternidade da Santa Casa de Mogi , é a reforma e expansão para onde hoje funciona o setor de Ortopedia. O parlamentar informou que a utilização do prédio do Hospital Doutor Flávio Isaías, que já foi usado como Maternidade da Amil, também pode resolver a questão. A outra proposta é a construção de novos andares na área do Pronto Socorro da Santa Casa.
No caso da ampliação da Maternidade para a área de Ortopedia, Bezerra cogitou buscar apoio da iniciativa privada para conquistar o recurso necessário. Ele sugeriu que cada empresa fique responsável por um leito. O vereador também deve buscar colaboração por meio de emendas parlamentares. Ele ressaltou que nas três alternativas propostas é necessário o aval e compromisso da Secretaria de Estado da Saúde em custear o atendimento. Esclareceu também que o custo para a implantação de 20 novos leitos e a inclusão de outras vagas para a UTI Neonatal consome um volume significativo de recursos, pois é necessário contratar mais profissionais.
O vereador informou que o Estado precisa autorizar a ampliação e custear o serviço. "Não podemos passar esse sufoco a cada três ou quatro meses", acrescentou.
Em relação à utilização do prédio do Hospital Doutor Flávio Isaías, Bezerra afirmou que essa é uma alternativa estudada, mas não a principal. O local possui a estrutura, pois já funcionou como uma maternidade. "Temos 20 ou 25 leitos e a ala está toda construída. Essa é uma saída importante, mas para isso o município tem que agir. Podemos pegar dez ou 15 leitos de Maternidade pública e outra ala com mais dez ou 15 vagas para a área privada, pois o atendimento particular cobre os custos do público. A Santa Casa poderia ficar responsável pelo serviço". (L.N.)