Após completar 12 meses como presidente da República, Michel Temer (PMDB) enfatizou que sua gestão ficou marcada pela determinação em aprovar reformas significativas para o País, como a trabalhista e a previdenciária, que ainda dividem a opinião de muitos brasileiros. Sem dúvida, Temer não conseguiu vitórias expressivas ou grandes feitos. No entanto, tem sido neste período que a crise começou a diminuir, a economia voltou a respirar e, mesmo ainda atolado em problemas, o Brasil parece ter alguma direção.
A verdade é que Michel Temer foi melhor que a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em pequenos detalhes, como na boa comunicação com a Imprensa, com os demais políticos do governo, ao saber falar corretamente na televisão e dizer coisas que o brasileiro consegue entender. A petista, pelo contrário, não era entendida e não sabia fazer o mais importante: política. Alguns vídeos dela se tornaram virais na Internet, como aquele em que ela tenta explicar os motivos de "estocar o ar". Só mesmo os petistas radicais que apoiam qualquer pessoa de seu partido, de olhos fechados, não assumem que Dilma nunca teve domínio do governo e do País.
Por outro lado, apesar de toda a boa educação e os bons modos, Temer parou por aí. Tem sido um ótimo porta-voz, comunicador, político e representante, mas como administrador não consegue fazer o impossível. Teve de nomear ministros corruptos, e indicou o ex-ministro da Justiça Alexandre de Moraes como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), uma atitude que para os bons entendedores mostrou que o presidente é farinha do mesmo saco da maioria dos outros, que só visa o seu poder e o de seu partido ou grupo. Foi desnecessário e causou a indignação de muita gente essa ação, não só pela pouca experiência de Moraes para um cargo tão importante quanto pela proximidade dele com o PMDB e o PSDB, e consequentemente contra o PT.
O que vimos neste um ano de governo Temer foi o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, participando de centenas de coletivas de Imprensa e dizendo que a economia está melhorando, coisa que na prática ocorreu de forma bem tímida. Porém, do jeito que estava não dava para ficar. Com Dilma, não tínhamos esperança alguma e passávamos vergonha. Com Temer, continuamos sem muito norte, mas as possibilidades de mudanças com o apoio do Congresso são maiores. Temos um presidente que dialoga com deputados e senadores, o que não havia antes. Sem isso, nada pode ser feito. Então, alguma coisa melhorou.