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A tradicional Festa de Santo Ângelo completará 279 anos. O evento será iniciado hoje com a cerimônia religiosa e seguirá até domingo com a quermesse. A festa é celebrada anualmente na Capela de Santo Ângelo, na estrada das Varinhas, no quilômetro 49,5, em Jundiapeba. A expectativa é de que os dois dias de festa reúnam cerca de 6 mil pessoas. A entrada e o estacionamento são gratuitos.
Ontem, enquanto as barracas eram montadas no pátio, na cozinha os caldeirões estavam cheios das delícias que serão vendidas ao longo do fim de semana. A atração principal era o tacho de doce de abóbora que estava apurando no fogão à lenha há três dias. Ao todo, 230 quilos de abóbora foram utilizadas para preparar o quitute.
Hoje, Dia de Santo Ângelo, será realizada uma missa às 19h30. Amanhã, às 15 horas, uma carreata saíra da casa dos festeiros Marcos, Cláudia, Maria Clara e Laura Regueiro, na rua Doutor Correa Neto, 189, no Mogilar, em direção à capela com o mastro e bandeira. Em seguida será celebrada uma missa com o hasteamento do mastro. Haverá quermesse com diversas barracas de doces e salgados durante todo o dia.
No domingo, às 8 horas, haverá uma caminhada em devoção a Santo Ângelo, com saída da alameda Santo Ângelo. Às 10 horas uma missa campal será rezada. Já às 12 horas, o tradicional afogado será servido gratuitamente para a população. A festa será encerrada às 16 horas com a procissão e missa de encerramento.
Marcos Regueiro destacou a importância da ajuda de voluntários para a realização da festa. "Temos 155 pessoas envolvidas, que cuidam das barracas, do estacionamento, do bingo, do café e coordenação do pátio", disse. Ele destacou que o afogado será suficiente para 3,5 mil a 4 mil pratos. Serão usados 700 quilos de carne, 70 quilos de feijão e 180 quilos de arroz.
A festeira Cláudia Regueiro informou que os ingredientes utilizados para fazer os doces foram doados pela comunidade. "O de abóbora é o mais demorado, pois depois de cozido ainda precisa apurar. Temos ainda o de batata e mamão, além do sagu, canjica e arroz doce. Tudo é preparado na cozinha da capela", acrescentou. Para ela, a preparação da festa, com visita nas casas do bairro com a reza do terço é o que dá a base para a realização do evento.
Regueiro destacou que o envolvimento com a capela de Santo Ângelo é antiga. "Desde que nasci venho aqui, isso vem dos meus avôs e pais. Essa é a primeira vez que sou festeiro", contou.
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