Uma reportagem recente mostrou a criação de um aplicativo para gerenciar o lixo doméstico. A ideia partiu de jovens de Mogi das Cruzes, que chegaram à final de um concurso de tecnologia. Certamente, tal iniciativa vem a colaborar para facilitar a vida das pessoas e tornar o mundo melhor, mais sustentável e ecológico.
Hoje em dia as pessoas vivem por meio de aplicativos de celular. Da mesma forma que os filmes de James Bond (em 1964) previram criações futuras, como o GPS, e a trilogia Matrix anunciava a chegada dos aplicativos. Sobre este último, no primeiro filme da série, o ator principal está prestes a lutar contra um inimigo, mas lembra que não tem qualquer habilidade para o confronto. Rapidamente ele aciona um comando e aprende, em segundos, a lutar kung-fu. O personagem baixa, via download, a técnica da arte marcial.
Guardadas as devidas proporções, é o que ocorre com os aplicativos. Quanto tempo e quanto dinheiro você gastaria para aprender uma língua estrangeira? O celular te oferece aulas gratuitas o tempo inteiro, que podem tornar a pessoa capaz de entender muitas palavras de outra língua em poucos minutos. Tocar um instrumento? Aplicativos ensinam passo a passo, nota por nota como executar uma canção. Conversar, estudar, namorar, trabalhar, tudo pode ser feito por aplicativo.
Há alguns anos, uma pesquisa apontava que um homem que viveu sua fase adulta na década de 1960 tinha o mesmo conhecimento do que apenas uma edição impressa do jornal O Estado de S. Paulo de domingo (que costumava ser recheado de páginas e cadernos especiais) publicado na última década. E hoje, é possível dizer quanto o ser humano é capaz de absorver de conhecimento com tanta informação?
A verdade é que aplicativos e tecnologias têm sempre um objetivo em comum: oferecer a capacidade aos incapazes. Aquela pessoa que nunca conseguiu se organizar, agora conta com um superaplicativo que vai avisar ela a realizar tarefas, vai dar pontuações, fazer de tudo para que ela altere e melhore sua rotina. Já aquela outra que sempre sonhou em adquirir conhecimento e antes precisa procurar por bibliotecas, professores e amigos mais velhos, agora encontrará tudo na palma da mão.
Se todas as pessoas utilizarem com afinco os aplicativos que são criados, o ser humano dará um passo gigantesco, atemporal, na conquista de conhecimentos. Resta saber se tudo isso nos tornará cada vez mais robotizados ou pessoas melhores e mais felizes.