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Após o "escândalo da carne", que veio a tona na semana passada, após a Operação Carne Fraca, desencadeada pela Polícia Federal (PF), apontando uma série de irregularidades na produção do alimento em diversos frigoríficos do País, os consumidores estão em alerta e a atenção em relação à qualidade do produto foi redobrada.
No Alto Tietê, porém, nenhuma operação especial deve ser realizada para tratar do assunto neste momento. No entanto, as vistorias realizadas à açougues e supermercados serão mantidas e até mesmo intensificadas pela Vigilância Sanitária de algumas cidades.
Segundo o balanço apresentado pelas prefeituras do Alto Tietê referente às vistorias realizadas ao longo do ano passado, o cenário em relação à venda e armazenagem de carne na região não é preocupante.
Após a realização de 186 inspeções em açougues, supermercados e hipermercados, houve apenas três interdições, nove multas e cinco advertências aplicadas.
Os números referem-se às cidades de Itaquaquecetuba, Suzano e Poá. No entanto, não foram descriminadas o que motivou as penalidades, de forma que não é possível afirmar que tais ações sejam decorrentes de problemas com a qualidade da carne.
Deste total, 156 inspeções foram efetuadas em Itaquá, sendo 50 delas em açougues. Todas as interdições e multas também correspondem ao município. Segundo a prefeitura, a fiscalização é realizada na cidade de forma frequente. "O trabalho é feito com blitz, assim como por meio de inspeções para atendimento à solicitação de licença e para vistorias motivadas por denúncias", explicou.
Já em Suzano foram apuradas no ano passado nove denúncias e cinco inspeções rotineiras. Nestas visitas, em relação ao armazenamento das carnes, houve apenas orientações. Segundo a Vigilância Sanitária Municipal de Suzano, o órgão fiscaliza apenas a conservação dos produtos que exigem câmaras frias, como carnes e laticínios. Já a composição do produto não é de competência municipal, e sim de outras instâncias (estadual ou federal).
Poá, por sua vez, averiguou 16 denúncias. Já os demais municípios da região destacaram que continuarão realizando a fiscalização de rotina. Os dados por eles fornecidos, no entanto, não entraram na matéria, uma vez que os levantamentos não especificaram o número de inspeções por tipo de segmento, mas sim, como "setor alimentício".
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