A Comissão Permanente de Direito do Consumidor da Câmara de Mogi das Cruzes, por meio de seu presidente Diego de Amorim Martins (PMDB), o Diegão, disse que está acompanhando os desdobramentos da Operação "Carne Fraca" da Polícia Federal (PF) e que já obteve informações do Procon e da Vigilância Sanitária da cidade de que a fiscalização em torno do produto será intensificada.
Ontem, durante a sessão ordinária realizada na Casa de Leis, o vereador comentou que até o momento o que se sabe a respeito do caso é que, de cerca de 4,8 mil frigoríficos existentes no Brasil, 21 estão sendo investigados e três foram interditados, e que, por ora, não se sabe se alguns desses lotes com problemas teria chegado até Mogi. "Estamos esperando que o governo divulgue o número desses lotes; caso contrário, não tem como identificarmos. Pedimos que as pessoas deem preferência à carne 'in natura' e fiquem de olho no acondicionamento e na temperatura adequada de resfriamento ou congelamento da carne", indicou.
Para ele, trata-se de um número "bastante pequeno" o de frigoríficos envolvidos nas supostas fraudes, se for considerada a quantidade de estabelecimentos existentes do tipo no País, portanto, Diegão acredita que o problema realmente seja pontual. "No entanto, se soubermos quais os lotes adulterados e se eles chegaram até Mogi e estão sendo comercializados, estes deverão ser imediatamente recolhidos", afirmou.
O vereador Antonio Lino da Silva (PSD) também se manifestou no plenário a respeito do assunto. Segundo ele, foram 12 anos para o Brasil entrar no mercado da China e exportar carne para lá, enquanto uma "canetada" jogou todo esse trabalho "na lama". "Precisamos ter responsabilidade. Não acredito que a 'Carne Fraca' foi uma espécie de 'cortina' para encobrir algumas votações importantes, como a da terceirização, conforme disse o vereador Rodrigo Valverde, afinal, foram dois anos de investigação. O que ocorre foi questão de vaidade do delegado da PF", opinou.