A Caixa Econômica Federal, assim como fez na reintegração de posse no Residencial Nova América, no começo de fevereiro , contratou caminhões para auxiliarem no transporte da mobília dos invasores do Conjunto Djair Dias. Os móveis foram levados para um galpão no Jardim Cacique e, de lá, as pessoas tratariam de encaminhá-los para um novo endereço residencial.
O casal Josefa Dias e Oneide dos Santos, ambos de 41 anos, morava em um dos prédios desde 2014. Eles têm dois filhos, de 20 e 11 anos, e o menor estudava na escola próxima. A mulher afirmou à reportagem estar desempregada, enquanto que o homem trabalhava na portaria do conjunto, onde recebia R$ 600 por mês por meio de contribuições dos próprios moradores. "Agora ficamos sem moradia e sem emprego e não sabemos para onde ir. Arrumamos um lugar para deixar nossos móveis, mas queríamos tirar o portão, pois gastamos do próprio bolso para colocá-lo. A gente veio do Jardim Romano, no Itaim Paulista, mas não sabemos se vamos voltar para lá", disse o homem.
Outra moradora, que não se identificou e procurava o endereço do galpão para reaver seus móveis, também disse ter vindo de São Paulo. 
Conforme apurado pelo Dat, os apartamentos desocupados ficaram bastante danificados e permaneceram lacrados e com segurança terceirizada para evitar novas invasões, já que o conjunto foi invadido por diversas vezes.
A Caixa foi procurada para dizer quando será feita uma vistoria nas unidades e um laudo, bem como a reforma. No entanto, até o fechamento desta edição, não houve retorno. (C.I.)