O Grupo Mogi News conheceu alguns dos participantes do Projeto Oportunidade do Futuro (POF), que tiveram suas vidas transformadas por meio do esporte e do trabalho. Alguns já tiveram problemas no passado, mas hoje não devem mais nada à Justiça. Reinseridos na sociedade e ressocializados, eles têm orgulho de andar nas ruas com a carteira de trabalho no bolso e traçam planos de fazer faculdade ou até mesmo progredirem no esporte, destacando-se nas lutas.
É o caso de Leonardo Henrique Capistrano, que conheceu a iniciativa e foi contratado pela empresa Multiverde há pouco mais de um mês. "Quero agora concluir os estudos e me aperfeiçoar no mercado de trabalho", afirmou o jovem de apenas 19 anos.
Andrey Nogueira, 21, trabalha na mesma empresa e conta que sua vida, antes de conhecer o POF, não era nada animadora. "O projeto me abriu as portas e com o meu primeiro salário paguei todas as contas de casa. Também estou praticando kickboxing e tenho vontade de fazer uma faculdade de Educação Física", comentou.
Rafael José Martins Moura, 21, também pretende retomar os estudos e cursar uma universidade. Ele lembrou do passado sofrido e disse que quer escrever uma nova história e deixar o que ficou de ruim lá atrás. "Cheguei a entregar mais de 100 currículos em mais de quatro meses e não consegui nada. Agora estou trabalhando e minha vida mudou", comemorou ele, que quer ser químico ou psicólogo.
André Luiz Martins, 23, veio para o projeto chamado por um dos meninos e de seu irmão Rafael. Ele também pratica esportes por meio da parceria e está na expectativa de arrumar trabalho o quanto antes. "Depois que conheci o projeto e passei a frequentar outros ambientes, conhecer novas pessoas e ver o exemplo do meu irmão, resolvi procurar ajuda. Com o esporte, até a mente da gente muda e as coisas ruins ficam para trás. Em casa moramos só eu, meu irmão e minha mãe e hoje conseguimos ver ela até sorrindo. Tenho fé que vou conseguir um emprego e não vou desistir", disse, determinado. (C.I.)