Técnicos da Prefeitura de Taubaté, no Vale do Paraíba, estiveram em Mogi ontem para conhecer todos os detalhes do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), desenvolvido pela Secretaria Municipal de Assistência Social. O município foi indicado pelo governo do Estado como referência pela qualidade das ações realizadas com objetivo de retirar ou prevenir o trabalho precoce entre crianças e adolescentes.
O grupo foi recebido pela secretária municipal de Assistência Social, Neusa Marialva, acompanhada de sua equipe técnica. "Mogi das Cruzes ter sido indicado, entre tantos municípios paulistas, significa que estamos no caminho certo. E esse sucesso é resultado do esforço da nossa equipe, que trabalha com seriedade na defesa dos direitos das crianças e adolescentes", explicou Neusa.
"Queremos agradecer por mais essa oportunidade. Já estivemos em Mogi das Cruzes para conhecer o trabalho da Coordenadoria da Pessoa com Deficiência e agora retornamos para entender como funciona o PETI. Sem dúvida, Mogi das Cruzes têm sido referência em várias ações de Assistência Social", comentou a diretora da Proteção Social Especial da Secretaria de Desenvolvimento e Inclusão Social da Prefeitura de Taubaté, Gilcelly Azzollini.
Os detalhes do trabalho desenvolvido em Mogi foram apresentados pela pedagoga Lenina Ayub de Medeiros, técnica de Referência do PETI, que mostrou os principais avanços desde o ano de 2014, quando foi assinado o termo de aceite do governo federal para a execução do programa na cidade.
Entre as ferramentas utilizadas no programa mogiano está um questionário respondido por cerca de dois mil alunos de escolas estaduais, tanto online como presencial, que faz parte de um projeto piloto de pesquisa sobre trabalho infantil.
Outra ação do serviço em Mogi é a Campanha "Não dê esmolas!", realizada por meio de pedágios educativos com apresentações e distribuição de material informativo, em locais de maior concentração de pessoas e incidência de exploração do trabalho infantil. O enfoque da mobilização social visa sensibilizar a população sobre os prejuízos causados pela prática de dar dinheiro a crianças e adolescentes nos semáforos, em feiras-livres, assim como em outros pontos da cidade, em diferentes situações.