Tendo como principal bandeira a defesa da causa animal, a vereadora Fernanda Moreno (PV), única mulher eleita para a Legislatura 2017-2020 da Câmara de Mogi das Cruzes, pretende fazer um mandato participativo. A luta em prol das mulheres e, principalmente, o incentivo da integração do público feminino na política também estão nos planos da parlamentar.
Durante visita realizada ao Grupo Mogi News de Comunicação, a vereadora ressaltou que a vontade de "fazer a diferença" foi o que motivou sua entrada para a vida pública. Sua intenção é intensificar ainda mais o trabalho social que já realiza há dez anos na cidade. "Ao longo desse período, trabalhando principalmente em prol da causa animal, percebi que muitas vezes os animais sofrem porque o ser humano que cuida deles também está sofrendo, vivendo em condições até mesmo de fome. Então, me engajei em ONGs e trabalho com a questão do ativismo também. É importante conscientizar as pessoas sobre o respeito à vida. Essa preocupação sempre existiu e precisamos disseminar isso", disse.
Para realizar esse trabalho, ela buscará estar em contato direto com a população e isso não se limita apenas a receber visitas em seu gabinete ou responder mensagens nas redes sociais. "Até cogitei a ideia de fazer um gabinete itinerante, mas acho que o importante não é estar cada dia em um bairro, mas sim junto das pessoas, aberta para ouvir. Por isso, além de usar as redes sociais, também farei reuniões para que a população esteja a par do que está acontecendo", comentou.
Um dos diferenciais será a realização de audiências públicas para discutir qualquer projeto de lei que deseja enviar para votação. "Todo projeto que eu for propor, quero que as pessoas participem antes. É melhor ouvir quem realmente precisa, saber o que o mogiano acha do que depois ficar retirando o texto para alteração. Na causa animal, por exemplo, há muitas pessoas envolvidas. Se mostrarmos a força do movimento, é muito mais eficaz do que apenas eu bater na porta do prefeito para solicitar algo", comentou.
Por fim, quando questionada sobre o fato de der a única mulher eleita, classificou a situação como "preocupante". O que me toca é que as mulheres são muito participativas na sociedade e na política não. E isso a gente precisa mudar. Porque está havendo essa resistência? São 23 vereadores e apenas uma mulher eleita. Isso tem um peso de que o público feminino não está votando em candidatas, pois a quantidade de eleitoras em Mogi não é menor do que de eleitores homens", concluiu.