Até a manhã de ontem, 124,9 milímetros de chuva já haviam sido registrados no Sistema Produtor Alto Tietê (Spat) neste ano. O número representa mais da metade (50,7%) do esperado para o período. Isso porque a média histórica de pluviometria de janeiro é de 74 milímetros.
Com a alta incidência de chuvas o nível das represas que compõem o sistema já registrou a 9ª elevação consecutiva neste mês. De acordo com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), na manhã de ontem, o volume armazenado no Spat era de 46,1%. O índice é 2,9 pontos percentuais superiores ao registrado no primeiro dia do ano, quando o sistema operava com 43,2%.
Ainda segundo o relatório da autarquia estadual, o nível das represas não registrou nenhuma queda significativa desde o início do ano. Entre os dias 1º e 8 de janeiro, houve algumas oscilações e a capacidade operacional variou entre 43,2% e 43,1%. De lá para cá, o volume armazenado veio em uma crescente.
A represa de Paraitinga, em Salesópolis, é a que atualmente está em melhores condições operacionais, com um volume armazenado de 62,9%. Na sequência aparece a de Jundiaí (Mogi das Cruzes), com 54,7%, e de Biritiba Mirim, com 41,6%. Já a pior situação é vivenciada pela represa de Ponte Nova (Salesópolis): 40,5%.
No comparativo com o dia 18 de janeiro de 2016, quando o Spat estava se recuperando da crise hídrica que castigou o Estado de São Paulo, a elevação na capacidade operacional foi de 17,4 pontos percentuais. Isso porque, na ocasião, o volume armazenado era de 28,7%. Já o índice de pluviometria estava em 165,1 milímetros.
Abastecimento
Atualmente, o Spat abastece 4,2 milhões de pessoas, atendendo Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Poá, Mogi das Cruzes, Suzano, parte da zona leste de São Paulo, Mauá, Santo André e Guarulhos.