A movimentação para escolher o próximo presidente da Câmara começou a se intensificar nos bastidores do Legislativo. Com alguns nomes circulando pelo prédio, os do vereador Carlos Evaristo da Silva (PSD) e do atual vice-prefeito Antonio Cuco Pereira (PSDB), mostram mais força. O vereador Caio Cunha (PV) também está na disputa. Já os dos vereadores Mauro Araújo (PMDB) e Antonio Lino da Silva (PMDB) são outra possibilidade.
Quatro partidos deterão mais de um terço dos vereadores eleitos em 2017. O PSD terá cinco cadeiras, o PR e PSDB contarão com quatro parlamentares cada, além do PMDB, que possuirá três nomes. Uma das saídas discutidas é criar uma espécie de rodízio entre as siglas para que cada uma ocupe um ano de presidência. Alguns dos vereadores apoiam a medida enquanto outros afirmam que os partidos menores serão deixados de lado.
Evaristo informou que está em contato com os vereadores para viabilizar seu nome para a presidência e que vai buscar a união na hora da decisão. "Sou candidato. Esto conversando com os vereadores e partidos, além de trabalhar dentro do PSD. Essa é a primeira vez que apresento meu nome. Tenho 12 anos e, nesse período, acumulei uma grande experiência com a vice-presidência, primeiro-secretário, participando das Comissões de Justiça e Redação, Educação e Obras", ressaltou.
Pereira, que foi eleito para sua sétima legislatura na Câmara, afirmou que "não está preocupado" com a eleição para a presidência do Legislativo. No entanto, seu nome é apontado como um dos favoritos e teria o apoio do Executivo, que no próximo ano será comandado pelo tucano Marcus Melo. "Se estou cotado é graças à vontade de colegas vereadores. Quero somar, ser um elemento que possa contribuir para o fortalecimento da Câmara. O objetivo é sempre trabalhar para a comunidade. É preciso ter um presidente, mas isso é questão de sentar e conversar", destacou.
Cunha disse que o seu nome não foi lançado oficialmente, mas que está dialogando internamente. "É uma construção coletiva. Tenho interesse, pois acredito que nosso time pode ajudar muito a trazer inovação, como a melhoria dos processos internos. Já tenho o apoio de alguns vereadores", contou.
Araújo avaliou que nada em relação à sucessão está definido, mas lembrou que nesse primeiro momento um nome do PSD é o mais cotado. Ele ressaltou que até a posse dos eleitos, no dia 1 de janeiro, tudo pode mudar. Lino afirmou que o primeiro passo para a presidência será definir qual partido apresentará o presidente e, em seguida, escolhê-lo dentro do partido. Ele acredita que as definições devem ganhar força após a diplomação dos eleitos, marcada para o dia 19 de dezembro.