A Prefeitura de Suzano realizou ontem a exoneração de 172 funcionários em cargos comissionados. O valor a ser pago com verbas rescisórias será de aproximadamente
R$ 1,9 milhão. A administração municipal já havia realizado no mês de outubro corte nas gratificações de cerca de 180 funcionários com cargo de chefia em setores, seções e departamentos. O objetivo da medida é garantir o pagamento de salários e do décimo terceiro dos 4,8 mil servidores públicos da administração municipal.
Hoje a despesa mensal da Prefeitura de Suzano com pessoal é da ordem de R$ 14,5 milhões, sendo que apenas o pagamento do décimo terceiro salário vai gerar um custo de R$ 13,8 milhões. Desde 2013, a Prefeitura de Suzano vem enfrentando uma grande crise financeira e nos últimos dois anos a administração municipal realizou um contingenciamento das despesas, porém, sem afetar a oferta de serviços essenciais à população. Todos os secretários ficaram encarregados de refazer contratos e diminuir valores contratuais em até 25%.
Com esse trabalho, Suzano já conseguiu diminuir a dívida do município. Em janeiro de 2013 a administração municipal tinha débitos de curto prazo de aproximadamente R$ 90 milhões e uma dívida consolidada em aproximadamente
R$ 150 milhões. Hoje a dívida de curto prazo é de R$ 50 milhões e a consolidada de R$ 120 milhões. Todo esse processo integrado de contingenciamento e readequação das contas teve resultados ao longo dos últimos três anos, com a vigência normalizada dos contratos e execução de obras e investimentos em saúde, saneamento, educação, mobilidade, infraestrutura, esporte e lazer.
Transição
O anúncio da medida foi feito um dia depois da reunião que marcou o início do processo de transição de governo, entre o prefeito atual, Paulo Tokuzumi (PSDB), e o próximo, Rodrigo Ashiuchi (PR), cujo tom também foi sobre cortes e economia. Na oportunidade, o republicano abordou a questão da necessidade de enxugamento da máquina pública e afirmou que deverá excluir de três a cinco secretarias municipais logo no início do seu governo.