A Prefeitura de Mogi das Cruzes cassou a licença de quatro estabelecimentos comerciais desde a semana passada. De acordo com a Secretaria Municipal de Segurança, os locais se tornaram um polo gerador de conflitos de desordem urbana. Na última semana, duas adegas tiveram as licenças cassadas e ontem foi a vez de dois bares no cruzamento da avenida Narciso Yague Guimarães e rua Narciso Lucarini, sendo um deles o Amarelinho. Os proprietários podem recorrer na Justiça da determinação.
Segundo o secretário municipal de Segurança, Eli Nepomuceno, um processo administrativo que esteve em andamento por dois meses culminou na cassação das licenças dos dois bares que funcionam no cruzamento. Ele esclareceu que os estabelecimentos não poderão voltar a funcionar nos locais.
Nepomuceno informou que confusões registradas e os 'pancadões' motivaram a medida. "Uma das causas que podem levar a cassação da licença de um estabelecimento é quando ele se torna um polo gerador de conflitos de desordem urbana. Ao longo desses últimos meses, tivemos vários episódios nesse ponto com aglomeração de pessoas, conflito com a Polícia Militar, com a fiscalização da Prefeitura, Guarda Municipal e até mesmo com a Polícia Civil", acrescentou.
O secretário explicou que ao longo do processo administrativo os proprietários dos estabelecimentos fechados ontem foram ouvidos. "Através dos advogados eles já tinham se manifestado, mas está bem caracterizado. Temos ainda, duas adegas que tiveram as licenças cassadas na semana passada, uma fica na rua Coronel Cardoso de Siqueira, e outra na rodovia Mogi-Bertioga (SP-98) com a avenida Pedro Machado. Ambos locais vinham causando muitos problemas e reclamações no período noturno", disse. De acordo com Nepomuceno, a Prefeitura está apurando a situação de outros estabelecimentos.
O comerciante Eugênio Costa Henriques, 63 anos, é proprietário de um dos bares que foram fechados ontem. Ele afirmou que vai recorrer a Justiça. Henriques ressaltou que o bar não promove eventos e que tem tido prejuízo com a aglomeração de pessoas. "Não podemos levar a culpa pela falta de segurança. Somos vítimas também", acrescentou. Ele contou que tem fechado o bar mais cedo às sexta-feiras por causa da aglomeração no cruzamento. "Nossa freguesia são os universitários, essas outras pessoas só dão prejuízo", afirmou.