O Pronto Socorro Municipal de Suzano virou alvo de reclamações referente ao atendimento prestado aos pacientes. Nesta semana, a reportagem do Dat recebeu uma queixa que envolve o atendimento prestado a uma idosa, que deu entrada na unidade por volta de 18 horas de quarta-feira e foi liberada duas horas depois, segundo informações dos parentes. A família ainda alega que o local negou fazer a internação por falta de vagas, mas a prefeitura afirma que não havia necessidade de mantê-la internada.
A idosa Nair de Sousa Maciel, de 90 anos, tem um aneurisma e chegou no Pronto-Socorro sofrendo desmaios, segundo informou o filho dela, o aposentado Manoel de Sousa Maciel, 50. "Ela precisava ser internada, mas disseram que não tinha vaga. Então a levaram para tomar soro e nem colocaram sonda. Depois liberaram, mesmo com ela passando mal", relatou. "Tivermos até que ir embora de ambulância".
Manoel conta que o estado de Nair é grave e afirma que ela precisa ficar internada. "O Pronto-Socorro liberou minha mãe e ela passou a noite toda acordada e com dores", lembrou.
O aposentado ainda reclamou da falta de funcionários na unidade. "Tem mais seguranças do que enfermeiros e médicos. E, pelos corredores, a gente escuta eles reclamando dos pagamentos atrasados e da falta de recursos", contou para a reportagem.
Resposta
A Secretaria Municipal de Saúde esclareceu que a paciente em questão tem registro de internação prolongada de outras unidades de saúde em outros períodos. A pasta disse que, no caso desta semana, os familiares a levaram ao Pronto-Socorro e solicitaram a internação. No entanto, a paciente foi avaliada pelos médicos com desidratação leve. "Toda a assistência necessária foi prestada a idosa (teve entrada no Pronto Socorro às 16 horas e saiu às 21h37) e com a melhora do quadro clínico a mesma recebeu alta, inclusive foi levada a sua residência por ambulância da Rede Municipal de Saúde, o que contrariou o interesse dos familiares", informou a pasta, por meio de nota.
A Secretaria ainda afirma que as demais informações sobre a falta de pagamento não procedem.